Fez parte do grupo de Fundadores, integrou a Comissão Instaladora, é o sócio nº 1, de mérito, foi atleta, e Presidente da Direcção durante três mandatos (1958/60/62). Foi o porta-voz de um sonho que se tornou realidade. Sem receio nem enleio, enfrentou burocracias e hipocrisias. Figurará para sempre com honras de primeira página na história do Clube.
domingo, 29 de março de 2009
sexta-feira, 27 de março de 2009
C.O.Pechão : 60 anos - 24 Presidentes (1)
"O Conciliador"
Concordância era a regra. Admirado e respeitado por todos, retribuía com trabalho e humildade. No desânimo animava, na animação excessiva apelava à razão. A vozes ásperas e nervosas respondia numa candura desarmante. Sábio a ouvir, sensato a decidir. Está no panteão da nossa memória.
quinta-feira, 26 de março de 2009
quarta-feira, 25 de março de 2009
C. O. Pechão reactiva o teatro

A tradição teatral reporta-nos a uma actividade pujante, que entusiasmou e animou muitos serões, na sala do COP apinhada de gente. Nunca tive jeito para representar, muito menos para cantar, mas acompanhei algumas gerações nas suas famosas representações. Recordo as meninas Marcinda Ferradeira e Rosinda Espanha que cantavam e encantavam em noites bem divertidas. E outros “actores e actrizes” bem catitas, que nos deliciavam com as suas surpreendentes récitas.
Nota - Um segredo só para nós: A minha intuição feminina confidenciou-me que esta Direcção vai surpreender-nos pela positiva. Aguardemos.
Nota - Um segredo só para nós: A minha intuição feminina confidenciou-me que esta Direcção vai surpreender-nos pela positiva. Aguardemos.
Teatro e afins
Não sei, se esta geração foi a melhor, mas foi certamente uma casta importante na vida da nossa aldeia, quiçá a sua adolescência ficou bem marcante, e viva, na nossa memória.
Editado
Não há nada mais triste do que ver desaparecer as imagens do passado, e ter perdido quem nos devolva essas recordações. Às vezes parecem adormecidas e ninguém as pode acordar.
Amigas e amigos. Convivíamos, mais com uns, do que outros, por imperativos vários. Proximidade, afinidade, necessidade, idade, ou amizade. Essa coexistência, de décadas, deu-nos a conhecer, os estados de alma, ou as dores físicas. Adivinhávamos a angústia, condoemo-nos com a tristeza, ou festejamos as alegrias. Nas horas difíceis, lá estavam, com uma simples palavra, um olhar. Um olhar de ternura, de amor, os silêncios das cumplicidades, os olhares que trocávamos através do éter. As vozes que deixamos de ouvir. Existem as do passado que habitam na nossa memória. Para o bem, e para o mal, vivemos com as do presente, e com as que hão-de chegar.
Amigas e amigos. Convivíamos, mais com uns, do que outros, por imperativos vários. Proximidade, afinidade, necessidade, idade, ou amizade. Essa coexistência, de décadas, deu-nos a conhecer, os estados de alma, ou as dores físicas. Adivinhávamos a angústia, condoemo-nos com a tristeza, ou festejamos as alegrias. Nas horas difíceis, lá estavam, com uma simples palavra, um olhar. Um olhar de ternura, de amor, os silêncios das cumplicidades, os olhares que trocávamos através do éter. As vozes que deixamos de ouvir. Existem as do passado que habitam na nossa memória. Para o bem, e para o mal, vivemos com as do presente, e com as que hão-de chegar.
Teatro e afins
Não sei, se esta geração foi a melhor, mas foi certamente uma casta importante na vida da nossa aldeia, quiçá a sua adolescência ficou bem marcante, e viva, na nossa memória.
Editado
Não há nada mais triste do que ver desaparecer as imagens do passado, e ter perdido quem nos devolva essas recordações. Às vezes parecem adormecidas e ninguém as pode acordar.
Amigas e amigos. Convivíamos, mais com uns, do que outros, por imperativos vários. Proximidade, afinidade, necessidade, idade, ou amizade. Essa coexistência, de décadas, deu-nos a conhecer, os estados de alma, ou as dores físicas. Adivinhávamos a angústia, condoemo-nos com a tristeza, ou festejamos as alegrias. Nas horas difíceis, lá estavam, com uma simples palavra, um olhar. Um olhar de ternura, de amor, os silêncios das cumplicidades, os olhares que trocávamos através do éter. As vozes que deixamos de ouvir. Existem as do passado que habitam na nossa memória. Para o bem, e para o mal, vivemos com as do presente, e com as que hão-de chegar.
terça-feira, 24 de março de 2009
Agradecimento público
Se o agradecimento está de acordo com o que realmente sentimos, devemos fazê-lo. Não sei, se mesmo num muro a necessitar de uma caiadela é boa opção, mas desde uma faixa num helicóptero, até ao simples cartaz afixado, existem muitas formas de manifestarmos o nosso reconhecimento público. É tudo uma questão de criatividade. Porque no fundo o essencial é o conteúdo, e não a forma. Estamos a ser sinceros connosco e com o destinatário. Não guarde o reconhecimento, nem o elogio, ficam esquecidos no tempo e perdem validade. Não se acanhe, desembuche, é agradável para quem o faz, e um tónico para quem o recebe.
domingo, 22 de março de 2009
sábado, 21 de março de 2009
O blog do Rancho Folclórico do C.O. Pechão
Não só nos palcos em ritmo frenético a exibir o seu talento. Agora também aqui, não a dançar, mas num registo mais moderado dando-nos informação, surpresas e fotos. Bem-vindos, e força nas canetas.
quinta-feira, 19 de março de 2009
Nós por cá
Desvio para a faixa contrária quando possível, preces ao Protector dos pneus, e suspensões, pó, incómodo, e contratempos. Ninguém esperava, nem exigia, que o alcatrão fosse reposto no dia seguinte ao restauro da ruptura da conduta das águas pluviais. Passado mais de um mês com os buracos mais visíveis e profundos, seria de bom-tom as entidades competentes solucionarem esta simples situação … causadora de muita inquietação.
em contra - mão
Memórias entaipadas

Existem lugares, que por uma razão ou outra, aprendemos a gostar e a senti-los como especiais, únicos.A construção deste edifício aniquilou o muro dos reformados, e cegou os olhos dos habitantes que estavam familiarizados a uma visão de lembranças.
O declínio em anfiteatro que se esbatia na Fonte Velha. Tropeçando na ribeira outrora imponente, abundante de água e de vida, a vida das lavadeiras, das rãs, dos miúdos a trepar o valado, para apanhar as uvas das parreiras, do Joaquim Ferradeira.Hoje, a ribeira recusa-se a desempenhar a sua função. A Fonte Nova, as dores nos braços de tirar água com um balde de alumínio.O lavadouro, (onde aos dez anos tirei o meu curso intensivo de lavar roupa), lugar de culto, num turbilhão de memórias límpidas. O Poço da Amendoeira, burros meticulosamente apetrechados com albardas, cangalhas e cântaros, esperando pacientemente pela sua vez. O balde, com o toque mágico na corda para vira-lo e enchê-lo. Hoje, o poço está tapado. Mas a nossa memória, não.
Até a Procissão parava, voltava os andores para o poço, com todos os Santinhos perfilados, a rogar ao Poder Divino; fertilidade nos campos e água em abundância.Este quadro, ontem de cores vivas hoje de um cinzento tristonho, é o local mais abençoado de Pechão.Verdade que com o passar do tempo vamos sentindo aquela nostalgia própria da idade.São também esses olhares que nos fazem sentir vivas.A relação física e espiritual com esta visão é baseada, na vivência e nos olhares que repetíamos quase diariamente, maquinalmente, ao passar naquela rua, como um destino, por gosto ou simplesmente curiosidade, felizes ou não. E tudo isto é história e estórias da nossa gente. Aromas com passado, que não se largam tão depressa, neste amável limbo do tempo.Este lugar está no altar dos sítios por quem os naturais de Pechão têm uma devoção mais profunda.
Por mim a Procissão podia voltar a parar no mesmo lugar, e evocar as preces aos novos moradores, para que sejam muito felizes, nas suas novas casas.A eles, basta abrir a janela das traseiras e olhar. Porém com uma certeza, não vêem o mesmo que nós.
quarta-feira, 18 de março de 2009
terça-feira, 17 de março de 2009
Bem me quer – mal me quer

segunda-feira, 16 de março de 2009
Anda cá Elias que eu não conheço este gajo !

Agradeço a foto, mas cuidado que ele está com cara de poucos amigos. Não gostou, ou não conheceu o fotógrafo, e o melhor é pôr-se ao fresco não vá a corrente partir-se.
sábado, 14 de março de 2009
O Gaspar

Afável, bonacheirão, de semblante acolhedor, uma mansidão. Não discrimina ninguém, conhecidos ou desconhecidos. A todos trata da mesma forma. Ou melhor, não trata. Ignora. Não chateia ninguém, está-se nas tintas para toda a gente, o que vindo dum cão, é o melhor elogio que se pode fazer.
Inexplicavelmente, ou não, quando avista algum gato, o santo cachorro transforma-se em fera letal. Os olhos ficam ao rubro, as ventas ofegantes, e os dentes afiados aniquilam a vítima com uma tranquilidade assustadora. Sem ponta de arrependimento, nem ressentimento. Digno de registo, e ao contrário de muito boa gentinha, é a impressionante coerência do animal, pois na hora de abocanhar os gatos, também não descrimina nenhum, seja: preto, branco, moreno ou alourado, o tratamento é idêntico. Para não falar à noite onde todos são pardos.
Para segurança do meu bichano, está em regime de prisão domiciliária, pois se continua a rondar a carrinha do peixe, tentando fisgar alguma cavala (na pior das hipóteses), esperando uma distracção do Assunção, corre o risco de nem miar, nem ter a extrema-unção.
Inexplicavelmente, ou não, quando avista algum gato, o santo cachorro transforma-se em fera letal. Os olhos ficam ao rubro, as ventas ofegantes, e os dentes afiados aniquilam a vítima com uma tranquilidade assustadora. Sem ponta de arrependimento, nem ressentimento. Digno de registo, e ao contrário de muito boa gentinha, é a impressionante coerência do animal, pois na hora de abocanhar os gatos, também não descrimina nenhum, seja: preto, branco, moreno ou alourado, o tratamento é idêntico. Para não falar à noite onde todos são pardos.
Para segurança do meu bichano, está em regime de prisão domiciliária, pois se continua a rondar a carrinha do peixe, tentando fisgar alguma cavala (na pior das hipóteses), esperando uma distracção do Assunção, corre o risco de nem miar, nem ter a extrema-unção.
quarta-feira, 11 de março de 2009
Futsal de vento em popa
Filial do Oriental de Lisboa, o Clube Oriental de Pechão vive a sua época de estreia em competições oficiais de futsal, projecto nascido “ da necessidade de revigorarmos a actividade desportiva na freguesia”, segundo o dirigente Osvaldo Granja.
A colectividade possui secções de futsal, futebol e atletismo, com uma atleta olímpica Ana Cabecinha o Pechão competiu no Ciclismo, mas a falta de apoios levou a uma paragem. O extremo João Paulo Brito iniciou-se no Clube chegando depois a internacional pela… Bulgária (na sequência da naturalização por aquele país) e. em tempos idos dali saíram outros futebolistas com algum nome, como Odílio do Vale, Isidoro Baganha (jogaram no Olhanense e noutros clubes da região) e João Carlos Granja, que foi capitão do Alverca durante muitos anos.
Sendo novidade a nível oficial, o futsal tem tradições no Pechão. “Tivemos grandes equipas nos torneios de futebol de salão organizados pelo Olhanense nos anos 60 e 70, destacando-se a figura do Netinho, infelizmente já desaparecido”, recorda Osvaldo Granja.
Expectativa superada esta época a direcção do Clube resolveu apostar no futsal “ devido à inexistência de condições necessárias para praticarmos futebol de onze. Temos uma equipa de miúdos, em futebol de sete, e mais não dá para fazer num campo pelado e em péssimas condições, que apenas permite a realização de treinos. A Câmara Municipal de Olhão prometeu arranjar o piso e continuamos á espera…”

Osvaldo Granja mostra-se satisfeito com o comportamento do Pechão. “ Temos um grupo unido e com alguma qualidade. Queremos divulgar a freguesia de Pechão e também projectar o nome do Clube, que se orgulha dos 60 anos que vai comemorar no decurso de 2009”. O número de adeptos tem crescido. “Nota-se um grande entusiasmo. Já não são só habitantes da Aldeia de Pechão que vão ver os jogos ao Pavilhão Municipal de Olhão – o qual curiosamente, fica situado na nossa freguesia … - mas muitos entusiastas da modalidade. Há uma aderência crescente e um apoio cada vez mais efectivo à equipa”.


O clube tem como principal fonte de receitas, as tradicionais Festas de Pechão, em Agosto, “ e o resto vamos pedindo aos comerciantes, a amigos, e muitos directores também contribuem, para além, naturalmente, dos subsídios da Câmara e de outras entidades. Damos o que está nas nossas posses … os jogadores quiseram um equipamento novo, com camisolas personalizados, com os nomes nas costas. Tínhamos dois equipamentos e dissemos que não íamos fazer essa despesa. Os atletas quotizaram-se e pagaram a despesa … é assim que funciona o Clube e um grupo muito coeso e unido, mais parecendo a família”.

Texto e fotos - Revista afalgarve nº 34 fevereiro 2009
Foto e recorte do jornal "O Olhanense" de 1972
terça-feira, 10 de março de 2009
A rainha e suas damas de honor
segunda-feira, 9 de março de 2009
Diversidade cultural
Desde 1949 até 1972, tempo de rivalidades bem apimentadas entre Sebastião de Vale / Marílio, e mais tarde Clube / José Arlindo, pela disputa da hegemonia dos bailes, que não se via em Pechão dois espectáculos na mesma noite. No sábado em simultâneo realizou-se no Clube o baile da rainha, e na Junta de Freguesia uma sessão de teatro.
O que parecia uma diversidade cultural foi para a minha sobrinha uma confusão no plural. A filha aperaltou-se para ser a rainha do baile, e o filho que já tinha feito de rei mago numa peça na escola, tomou-lhe o gosto, e queria ir à Junta. Perante a teimosia, a troca de argumentos e empurrões, a mãe sugeriu o baile depois do teatro. Proposta recusada por ambos. Antevendo, uma sessão de choro e birras, caso fosse de encontro às pretensões de um, em detrimento do outro, decidiu surpreendentemente acompanhar o rancho folclórico que foi actuar a Albufeira. Sem direito a recurso.
Sei que as relações entre as entidades organizadoras, não estão apimentadas como há 60 anos, mas sim adocicadas. Não sei se ouve, ou justificava um diálogo entre as entidades, ou, foi apenas um caso pontual. A verdade é que minha sobrinha e os filhos passaram a noite a dançar o corridinho.
O que parecia uma diversidade cultural foi para a minha sobrinha uma confusão no plural. A filha aperaltou-se para ser a rainha do baile, e o filho que já tinha feito de rei mago numa peça na escola, tomou-lhe o gosto, e queria ir à Junta. Perante a teimosia, a troca de argumentos e empurrões, a mãe sugeriu o baile depois do teatro. Proposta recusada por ambos. Antevendo, uma sessão de choro e birras, caso fosse de encontro às pretensões de um, em detrimento do outro, decidiu surpreendentemente acompanhar o rancho folclórico que foi actuar a Albufeira. Sem direito a recurso.
Sei que as relações entre as entidades organizadoras, não estão apimentadas como há 60 anos, mas sim adocicadas. Não sei se ouve, ou justificava um diálogo entre as entidades, ou, foi apenas um caso pontual. A verdade é que minha sobrinha e os filhos passaram a noite a dançar o corridinho.
quinta-feira, 5 de março de 2009
Pechão em foco
Desconheço a existência de mais alguma, mas no espaço de vinte dias saíram na imprensa escrita três reportagens evidenciando o trabalho e as qualidades do Presidente da Junta de Freguesia. Numa visão lógica, é agradável e enriquecedor para a Freguesia tanto destaque mediático, mas o que parece simplista e transparente, muitas vezes encerra mistérios insondáveis. É obvio que podem-se fazer múltiplas interpretações, dependendo sempre de quem a faz, e da leitura que se queira fazer delas. E se cada um defender com convicção a sua tese, podemos estar perante várias verdades.
Reportagem e entrevistas
aqui.
segunda-feira, 2 de março de 2009
domingo, 1 de março de 2009
Direcção do C. O. Pechão - 2009/2011
Assembleia Geral
Presidente - Marco Guita
Vice-Presidente - Susana Batista
Secretário - José Mendinhos
Conselho Fiscal
Presidente - Leónia Norte
Secretário - Carlos Sousa
Relator - Carlos Humberto
Direcção
Presidente - Vladimiro Sousa
Vice-Presidente - Osvaldo Granja
Tesoureiro - Luciano Quitério
1º Secretária - Silvia Chagas
2º Secretário - David Braz
Vogal - Laurentino Norte
Vogal - Celestino Lourenço
Vogal - João Pinto
Vogal - Rui Guerreiro
Vogal - Samuel Silvestre
Vogal - Fábio Domingos
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