Ontem, no dia em que o folar foi rei, o sol aqueceu o recinto e secou as gargantas. O bar confortou-as, e a venda de folares foi um ver se te avias. Todos saíram mais doces e com mais diabetes. Coisa que a minha mãe resolvia com um simples sumo de cebola.
Apesar disso, foi o ano com menos folares a concurso. Apenas cinco. Cansaço das folareiras? Esquecimento? Ressentimento? Falta de comunicação com os directores do Clube? Medo do PEC?
Não se deve perpetuar demasiado tempo esta indiferença pela contínua quebra de participação a concurso de folares made in Pechão. Esquecer a sua génese e quem a impulsionou, é perder a genuidade do festival. Ou seja, a identidade. Mais cedo ou mais tarde, todos vão acabar por tomar consciência dessa inevitabilidade. Coisa que alguém com a mente aberta e o coração quente, não resolva com umas simples palavras doces.
Fotos: Danilo da Quinta.
Muito obrigado.






