sábado, 29 de junho de 2013

64º Aniversário do C. O. Pechão


 
Aviso – Quem não for sócio do C.O.P. aconselho ir navegar por outros mares, porque neste desabafo não vai pescar nada de interessante.

Foi o discurso mais comovedor que o Presidente da Junta proferiu num Aniversário do Clube. O político e  cerebral Custódio Moreno ficou em casa a preparar a lista do PS para a Freguesia nas próximas Autárquicas. No seu lugar apareceu o Zeca. Despido de palavras de ocasião e discursos de plástico,  o Sócio que se contorce nas derrotas e vibra nas vitórias do Atletismo porque ainda não cortou o cordão umbilical, ligou o coração à boca, e inundou a sala com carradas de fervor  embaladas em paletes de afeto e, até eu, cheguei a morder o lábio e tive dificuldade em controlar uma lágrima atrevida. Porra pá! Onde andaste estes anos todos ?

Após 64 anos, foi a primeira vez que um  Presidente do Clube não discursou num aniversário. Prescindiu do microfone, da folha A4 formatada ao centro, com as pausas e ênfases sublinhados e renunciou ás cabulas milagrosas. Em vez de treinar ao espelho os gestos para elevar a oratória, optou por conversar com os associados, numa atmosfera informal, dizendo o que lhe ia na alma, as mãos  nos bolsos, a piada habitual, como se estivesse sentado na antiga parede do Zé da Quinta em frente ao Clube, ou no café  rodeado de amigos. Uma candura que desarma qualquer argumento. Ontem foi de uma simplicidade sublime que me parecia flutuar alguns metros acima do solo, onde nós pobres pecadores patinhava-mos. Parece que foi esventrado  e lhe colocaram um chip de amor eterno na raiz do coração. Já era assim quando tinha 10 anos, levava pontapés no cú  por se meter em assuntos de adultos. Era comer e calar. Não era Patrão?
 Tal como  antigamente de vez em quando, em nome do amor e da estabilidade ainda engole um camião TIR carregado de sapos, para alimentar egos insaciáveis.  E não me venham com essas merdas do Osvaldo isto, ou aquilo porque … apesar de velha ainda sei distinguir perfeitamente um bouquet de flores naturais de um  artificial.
O Clube pode não ter atividades durante a época ou estar moribundo, mas no dia do aniversário  estão sempre presentes  os sócios que pertencem ao grupo sanguíneo cop.(+). É como o almoço anual dos militares que estiveram no ultramar. Passado décadas e mesmo sem armas nem guerra juntam-se todos os anos. Faz parte do ADN.
Há mais para dizer  mas vou ficar por aqui, porque o bolo de aniversário tinha mais açúcar que o numero de vezes que foi prometida a requalificação da  zona ribeirinha, e além disso os diabetes estão assanhados e estou a ficar almareada.

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Apressar o fim


 
«Um terço dos doentes com mais de 65 anos deixou de tomar medicamentos ou toma-os de forma mais espaçada por não ter dinheiro para os comprar.
Outros 30% dos portugueses reduziram as idas ao médico por causa do custo das taxas moderadoras. A conclusão é do relatório Observatório Português dos Sistemas de Saúde.» Aqui.

Sempre pensei que a politica e o humanismo podiam coabitar. Afinal estava enganada. Esta noticia expõe o que de pior têm os governantes. Insensibilidade. Os medicamentos são tão imprescindíveis para os idosos como o pão para a boca, e os médicos funcionam como uma ponte de esperança que separa a vida da morte. Retirar-lhes isto, é como ir  progressivamente reduzindo  o oxigénio a um doente, apressar o inevitável.
 Enquanto somos ativos e contribuintes o Estado suga-nos até ao tutano em impostos deixando-nos  a pão e água, para depois quando aposentados, frágeis e vulneráveis, tira-nos o pão e empurra-nos da ponte.
 

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Olhanense SAD

                             Foto e legenda enviada por um leitor não identificado.

A Liga obriga os Clubes a transformarem-se em sociedades desportivas, mas não liga à realidade nem às especificidades de cada um. A criação da SAD não é a resolução para todos os problemas, porque algumas feridas estão longe de se encontrarem cicatrizadas. Entretando sopra uma desconfiança hostil enquanto se engole a angústia. A malta sofre.
Coube aos Sócios escolherem o modelo de sociedade mas confrontados com uma inevitabilidade, reagiram como o Adão, quando a Eva lhe perguntou: gostas de mim? Ele, encolhendo os ombros respondeu: e eu tenho escolha?
Neste momento o Olhanense, para os Sócios, é como ver uma filha a estrebuchar num mar de dúvidas e incertezas, ancorada numa bóia de dívidas forrada de hipotecas.
A salvação, é seduzir e casar com um ricaço estrangeiro que pague os calotes e investa no futuro, porque o amor vem depois. Um herói.
Rezo para que a bola entre na baliza e sejam felizes para sempre, porque se bate no poste; o amor vira ódio, o herói sai como vilão, e a filha fica novamente disponível. Só espero que da próxima vez tenha mais opções de escolha que o Adão.

domingo, 9 de junho de 2013

O tempo não apaga tudo. (nem as pequenas coisas)


Desde a sua construção engracei com este pequeno oásis verde no centro da Freguesia. Passado pouco tempo apanhei uma imprevista desilusão. O canteiro fora destruído e substituído por um espaço para estacionar carros. Quem autorizou? Quem desautorizou? Promessas esquecidas que perderam a validade?

Nunca soube a verdadeira razão para uma decisão tão abrupta, mas creio que seja território inacessível à minha compreensão. Fica esta estranha forma de actuar de quem tem o poder de decidir: Demasiado fortes com os fracos, e estranhamente submissos perante os poderosos.

domingo, 2 de junho de 2013

Os dilemas da Direcção do C.O.P (3)

 Festa de Pechão (1977) - No palco:Evalinda, Osvaldo, Francisco Fanhais e Zeca Afonso.
 
Para a Festa de Pechão, deve a Direcção continuar a contratar artistas sem expressão no panorama musical Português?
Sócio A – Sim. Bons artistas obrigam a um aumento do preço das entradas, e em função da chaga social actual não é uma medida aconselhável. Com artistas famosos ou desconhecidos a Festa é sempre a Festa e o resultado das últimas têm-no demonstrado. Nem o Clube nem os Directores estão preparados para um eventual trambolho financeiro. Risco zero. Não vão as coisas dar para o torto ou S. Pedro pregar-nos uma partida.  
Sócio B – Não. Escudando-se no fado da austeridade, (que ás vezes dá muito jeito) temos levado com os “artistas” que fazem sucesso no mastro do Azinheiro. Parece que o objectivo é apenas cobrar entradas e vender cerveja. A mediocridade nunca gerou sucesso. Um artista de renome arrasta mais pessoas, logo; mais entradas e mais consumo é igual a mais receitas, adicionando a visibilidade, é igual a mais prestígio para o Clube e para Freguesia.
 





segunda-feira, 27 de maio de 2013

Indiferença

Sempre que vou ao Centro de Saúde deparo-me com  uma ou duas tagarelas que numa irredutível simplicidade, esmiuçam as suas maleitas ou  lastimam fatalidades, desafabam, e reparo, que muitas vezes, em vez de conforto e ânimo recebem indiferença e desprezo. Ninguém tem pachorra para ouvir os problemas dos outros, muito menos quando não existem afinidades. Uma dura realidade que se acentua à medida que vamos envelhecendo. Longe vão os tempos em que a civilidade e a solidariedade dos nossos pais a avós eram uma imagem de marca. Ou seja, excluindo os familiares e os amigos que não pedem licença para entrar, só somos socialmente aceitáveis enquanto extravasamos alegria, jovialidade, e sentido de humor.

domingo, 19 de maio de 2013

Os dilemas da Direcção do C.O.P. (2)



Deve o Clube continuar a realizar Bailes?
 
Sócio A – Sim. Desde que sejam bem organizados. Não é chegar à reunião de Direcção e dizer:”Sábado, vamos fazer baile”. Há que elaborar um projecto, definir os objectivos que o estruturem, e conseguir os meios para os alcançarem. Existem muitos e bons meios de comunicação (as redes sociais são um must.) Uma boa divulgação em lugares estratégicos aliada a uma criteriosa escolha musical, rápidamente chega ao conhecimento geral. É evidente, que de início a sala não vai estar cheia, mas com imaginação e insistência vamos voltar a estar no pódio da dança.
 
Sócio B – Não. O chão que já deu uvas e muitos namoricos tornou-se estéril. Existem as discotecas para os jovens, os dancings para a meia – idade e os bailes são associados à terceira - idade. A juventude não tem pachorra para ouvir “fole e guisos” muito menos ter os cotas a vigiá-las. Os últimos bailes (à execpção do carnaval) foram um completo fracasso. Os directores têm que olhar em frente, inovar, abrir os horizontes para a modernidade e libertarem-se dos estigmas do passado. Insistir numa fórmula morta e enterrada, é perder tempo, dinheiro e credibilidade.
 





segunda-feira, 13 de maio de 2013

Os dilemas da Direcção do C.O.P. (1)


Será possível a Sede do Clube voltar a ser o ponto de encontro e um espaço de convívio dos Sócios?
Sócio A – Claro, basta fazer uma escala de serviço (um dia por semana cada Director), escolher as actividades certas, apetrechar o bar e tornar a sala mais apelativa. É óbvio, que na primeira semana a receptividade será diminuta mas, com muita informação e perseverança a Sede pode voltar a ser um espaço de referência. Tudo uma questão de hábito. O segredo para o sucesso: Empenho, Persistência e Criatividade.
Sócio B – Não faz sentido a porta da Sede aberta. Antigamente só existia o Clube e não havia mais opções, hoje existem lugares mais interessantes e acolhedores. No Verão a sala parece uma estufa, no Inverno um glaciar. Sem condições nem motivações. O amor ao Clube vai-se esfumando, as pessoas tem novos hábitos e novos valores. Os tempos são outros, e a história não se repete.

Vote – A sua vontade pode ser um indicador.
Comente – A sua opinião pode ser a solução.





sábado, 11 de maio de 2013

Novo ciclo


 
Ontem, os sócios do C. O. Pechão elegeram os novos Órgãos Directivos para os próximos dois anos.

Mesa Assembleia Geral
Presidente - Vladimiro de Sousa
Vice – Presidente – João Cesário Brás
Secretário – Susana Batista
Direcção
Presidente – Osvaldo Granja
Vice – Presidente – David Brás
Tesoureiro – Paula Guerreiro
Secretário – Sérgio Daniel
Vogais
  Laurentino Norte
 Nuno Granja
João Miguel Silva
André Guerreiro
Conselho Fiscal
Presidente – Leónia Norte
Secretária – Isilda Moreno
Relator – Carlos Humberto Vale
Na história do Clube, a Direcção eleita debateu-se sempre com o legado da cessante. Umas vezes herda passividade, outras, dinamismo. Esta recebe, o Atletismo e o Futsal num patamar elevado. Foi difícil atingir o nível existente, mais complicado será mantê-lo. É de todo razoável aproveitar a embalagem e o empenhamento da Direcção anterior, para voar quem sabe, ainda mais alto. Quanto ao resto; dilemas e mais dilemas.

(a partir de segunda – feira vamos tentar descodificar os dilemas do Clube)

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Rumos


 
Outrora o povo no alto da sua infinda sabedoria, atribuía nomes, por este ou aquele motivo associados a caminhos e lugares. Agora, são os representantes do povo que reinventam novos nomes, baseados em critérios históricos e fazendo justiça a algumas personalidades.

Desde a metáfora do caminho do afoga burros, à coerência do Caminho do Paraíso, a pessoalização da encruzilhada dos Moços do Zé Lopes, publicidade gratuita no Caminho do Sulbetão e, a origem para definir o destino na  Estrada de Tavira. Trajectos rotineiros, ocasionais, ou obrigatórios. Uns perto, outros nem tanto, tão longe para tantos, e no meio de nenhures para ninguém. Rumos novos, ou renovados.

Hoje, existem conceitos menos terra a terra, mais universais. As estrelas de outrora foram trocadas por  satélites inovadores. Bússolas abençoadas para viajantes perdidos, numa curva duvidosa ou num asfalto estranho. O encontro, ou reencontro com os outros, ou pelo Caminho da Missa, ao encontro de nós próprios.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

O que resta de Abril

Chico Carpinteiro, Alcindo Vale, Francisco Guerreiro
 
Passados 39 anos, fica a nostalgia de um tempo de ilusões colectivas e causas vividas até ao limite. Com o passar do tempo, foram afogando os ideais e afundando as convicções num mar de ambições, desvirtuando e atraiçoando a génese do 25 de Abril. Apesar de tudo, ainda subsiste o essencial: a liberdade. Difícil de explicar (aos jovens) quando ela existe, mas mais  difícil de compreender e aceitar a quem se viu privada dela.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Para: Luis Barradas

 
Caro Mister
 
Perdoou-me o atrevimento, mas sou uma velha triste, melancólica, e comove-mo quando vejo o nome do C. O. Pechão nos cabeçalhos. Aquece-me a alma.
É uma verdade elementar. O que tem feito pelo Pechão não passa desapercebido a ninguém. A principal qualidade da paixão é a força, e essa é a sua principal arma. O êxito que temos tido, não é gratuito muito menos fortuito, mas fruto das suas ideias bem delineadas e sabiamente operacionalizadas.
 
Todos assumiram que o objectivo da equipa era fazer um campeonato calmo e tranquilo, você não esteve de acordo e brindou-nos com jogos vibrantes e excitantes. Uma classificação a meio da tabela era a previsão, não se conformou, e deu-nos o pódio. Levantou o rabo do sofá a muitos cépticos e trouxe-os ao Pavilhão. Aos sarcásticos que criticavam a existência de demasiada juventude no plantel, demonstrou-lhes que a qualidade não tem cartão de cidadão. Aos atletas dizia-se que eram vulgares, qual feiticeiro, transformou-os em heróis.

Normalmente os treinadores são remunerados, você paga do seu bolso para treinar. Não o compare à Madre Teresa porque ela deu o seu apoio ao regime do ditador Duvalier, no Haiti, e não quero ofendê-lo.

Sei que entrou na vida do Pechão por acaso, mas não é por acaso que se mantêm sem data para sair. O meu desejo é que o Clube renove o seu contrato por mais 99 anos, sem cláusula de rescisão e com direito de preferência por mais 50 anos. É muito? Não. É apenas o desejo de continuar perto de nós.

 Suponho, que tal como a maioria dos jovens detesta beijos de velhas, mas não pude evitar, e já lhe enviei um, deve estar neste momento a sobrevoar Bela-Curral.

Carinhosamente
Tia Arlapa


domingo, 21 de abril de 2013

Perdulários





Uma parte para controlar a outra para deslumbrar. Começaram seguros a defender e não correram riscos a atacar. Uma boa estratégia para serenar a ansiedade e injectar confiança. Ao intervalo, o treinador fez uma substituição que se revelou fundamental; saiu o calculismo para entrar a alma. A equipa fez uma 2ª parte notável. Controlou o jogo, acelerou a preceito e temporizou com critério, tudo em alta rotação e a funcionar harmonicamente. Mas, de tantas tarefas que tinha por fazer, esqueceu-se de uma: a password que abria a baliza do Farense. Ainda com o resultado em branco, o Pechão esbanjou oportunidades de golo mais que suficientes para chegar ao céu. Teve tudo, menos eficácia. Apenas quando o relógio se aliou ao adversário, e o Márcio controlou o sistema nervoso se lembrou que “determinação” era a palavra - chave. Tarde, mas a tempo de ressuscitar. O empate a um minuto do fim, e empurrada por uma torrente de entusiamo fazia prever um prolongamento merecido. Pena que no último suspiro do relógio, o fantasma da desconcentração tenha ensombrado a equipa. Uma final agridoce, que nos deixa água na boca para a próxima época

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Não há amor como o segundo










A equipa correu, foi agressiva, bateu-se olhos nos olhos, a organização e o modelo de jogo estiveram presentes, e os jogadores deram tudo. Então o que falhou perguntam vocês?
A superação. Essa arma que tem sido a imagem de marca da equipa. Disputar a 1ª Final na curta carreira de um jovem jogador, é como a primeira paixão. A ansiedade, a excitação e o medo de falhar, aumentam o ritmo cardíaco mas retiram discernimento e lucidez.
Nada melhor que a segunda vez, pois graças aos erros que cometeste na primeira, podes, analisar, corrigir, e preparares-te para melhorar a tua performance. Ah! E as claques não marcam golos.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Claques Femininas


Campo do Viriato (1962). Foto enviada pelo Danilo.

Apesar de passarem nove anos a claque colorida continua jovem e activa. É a foto tirada no tempo em que não havia luz eléctrica, nem água canalizada que suscita mais curiosidade. 

Um perfeito quebra-cabeças reconhecer estas ilustres adeptas. Um teste complicado à minha memória coberta de bolor e enredada de teias de aranha.

A Luísa Marcos, fogosa, com óculos escuros e penteado à Brigitte Bardot; com o cabelo apanhado, e sorriso cândido a Idalinda Cadeiras; posse confiante, colar a condizer e franja da moda a Maria Francelina; no ponto mais alto, toda janota, com penteado à Madalena Inglésias parece-me a Helena Canário; comedida e compenetrada a Maria Celeste esforça-se para não se fazer notar. Elegante, com uma finíssima saia plissada, a Aniceta; a menina do chapéu branco e de tranças, suponho que é à Custódia Marcos, ao lado, presumo que seja a Valentina Pé de Grão, com indumentária mais apropriada para a catequese do que para um jogo de futebol. As meninas, ainda consigo discernir. Os meninos, que hoje serão uns cinquentões, por muito que agite a minha cachimónia, não chego lá, só suposições. Mas o meu preferido é o que está no lado esquerdo, emboscado na sombra, assustado com a máquina fotográfica.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

15 minutos de glória







Depois da expulsão de um jogador do M. Alvorense e da invasão da chuva no Pavilhão, o jogo recomeçou como tinha sido interrompido - o Pechão em superioridade numérica a procurar o golo. Se a estratégia era boa, melhor ficou depois do André finalizar uma transição perfeita. Assim, começou a jogar como mais gosta: 1ª e 2ª linha próximas, cortar linhas de passe, atitude agressiva, e transições ofensivas em alta voltagem. 
Em desvantagem, com tempo a escassear e o resultado a avolumar, o treinador adversário mandou avançar o Guarda - Redes e abrir a baliza. Um doce para a boa organização defensiva, e uma tentação para o tiro ao alvo dos jogadores do Pechão.

Estranhamente e injustificadamente, aqui e ali, notaram-se alguns sinais de ansiedade e tomadas de decisão precipitadas. Provavelmente alguém descurou o treino invisível. Apenas um detalhe, numa vitória limpinha e saborosa da melhor equipa.


segunda-feira, 1 de abril de 2013

Porta Fechada




Mais um contratempo na minha rotina. Depois da Farmácia e da Caixa Agrícola, hoje fechou o Supermercado. Resta-me a Celeste para comprar a paparoca. A Olhão, vou trocar o Vale da minha esquelética reforma e comprar as doses para o colesterol e a tensão. Uma canseira e uma apoquentação para quem os anos roubam as forças e baralham o juízo.

sábado, 30 de março de 2013

Pechão 1 – Montes Alvorense – 1 (interrompido)








Só a vitória interessava aos M. Alvorense, e foi o que procuram com uma pressão alta quase asfixiante. Uma escorregadela do Valdir em zona vermelha deu golo, e a pouca profundidade ofensiva, pôs a bancada nervosa. Mas, o treinador tinha o plano de jogo bem definido e nunca o alterou. Nem em função do golo sofrido nem dos nervos dos adeptos. Apenas, lhe conferiu outra dinâmica, com a entrada estratégica do Nuno. Rapidamente começou a provocar desequilíbrios, e a quebra física do adversário (pressionar como se não houvesse amanhã, mais cedo ou mais tarde acabas por dar o estouro) deu-lhe o espaço que ele adora.

Depois, quando o Pechão estava por cima, (a jogar 5x4) e esperava-se pelo golo, chegou a chuva dentro do Pavilhão, e acabou com jogo.

Incrível como há tantos anos, as mentes brilhantes que e o administraram e administram sabendo que o telhado necessita de ser reparado não mexeram uma palha. E mais não digo porque estou bem-disposta; acabei de tirar os folares do forno e um brandeirinho com chouriça caseira. Está a arrefecer à minha espera. 

quinta-feira, 28 de março de 2013

Profissional das palavras




Goste-se ou não, o homem é uma estrela da política. Faz o que quer das palavras, molda-as a seu jeito como se estivesse a brincar com plasticina. No momento apropriado atira-as violentamente aos seus adversários com a precisão de um sniper e, entre subtilezas e interpretações subjectivas esquiva-se habilmente às que não lhe convém. Desmonta e enreda qualquer argumento por mais sustentado que seja com a mestria de um especialista em desactivar bombas. Quando lhe apontam o dedo, enrola-se e contra-ataca perfurante como o ouriço quando sente o perigo. Defendeu-se, atacando.
Mas por muito requintada e brilhante que tenha sido a sua  actuação convém lembrar que -, nem todas as estrelas indicam caminhos.

segunda-feira, 25 de março de 2013

Os ciclos do Festival do Folar


O Festival começou na Fonte Nova, tendo como pano de fundo o poço da amendoeira e o lavadouro. O enfoque essencial era o concurso de folares, abrilhantado por música popular e folclore. Ano após ano o sucesso foi contínuo até que, o recinto tornou-se pequeno para os visitantes, o estacionamento insuficiente para os carros e, o cheiro amargo do esgoto incompatível com o aroma adocicado dos folares.

Com a  mudança para o Polidesportivo, perdeu-se a fórmula da Lígia, mas encontrou-se a receita para os cofres do Clube. A venda de folares tornou-se um sucesso. As mudanças são regeneradoras de esperança e devem ser aproveitadas, mas um conceito diferente (novo) acarreta algumas vezes situações que não foram antecipadas, e o bom senso aconselha a não ignora-las.
Ontem, nuvens plúmbeas amedrontaram as pessoas que tinham intenção de ir, e um órgão a debitar sons estridentes, afugentou as que lá foram. Escangalharam o Festival. Foi pena.
 
 

segunda-feira, 18 de março de 2013

Gaspar o inteligente




Sei que o Gaspar farto do campo e do ócio, desce frequentemente ao centro da Aldeia e instala-se num lar de acolhimento, onde usufrui de mordomonias e miminhos extras. Em questões de xixi e cocó é muito prático, e alivia-se sem preconceito onde der mais jeito. Mas como cada casa tem o seu preceito, está a levar exaustivas lições de etiqueta. Já me garantiram que um dia, ainda o vamos ver a comer de faca e garfo.

quarta-feira, 13 de março de 2013

Desalento

Pior que censurar o governo anterior, ou criticar o actual, é não acreditar no próximo. Sinceramente, não vislumbro nem à direita nem há esquerda, alguém desempoeirado que nos tire deste buraco e nos empurre para a frente. Ter opções e não acreditar nelas é mais que um problema, é uma tragédia. 

Pechão 3 – Boliqueime -2


No bota–fora ganhou a equipa mais inteligente.

O Pechão foi uma equipa na verdadeira acepção da palavra. Com a estratégia perfeitamente assimilada, princípios bem definidos,agressividade defensiva, jogadores solidários e uma enorme disciplina táctica. Uma vitória da organização e do colectivo. Muito trabalho de casa e carradas de competência dos treinadores.

Destaques

Ivan – Foi a alma da equipa. Agressivo, rápido, e empolgante. Exala entusiamo por todos os poros, contagia a equipa e a assistência. Ser capitão ajuda-lhe a moderar os excessos, e confere-lhe legitimidade para fazer o que gosta: motivar. Alem disso, tem um braço elegante e a braçadeira assenta-lhe bem.

Valdir – Não dá muito nas vistas, mas fez um jogo impressionante. Foi o coração da equipa e esteve sempre em ligação directa à mente do treinador. Sempre no sítio certo, ora na contenção, na cobertura ou a conferir equilíbrios. Tomadas de decisão acertadas (a assistência para o 2º golo é um regalo), inúmeras recuperações de bola, mas sobretudo, umagrandeconcentração competitiva.Por momentos, tive a sensação que tinha sido abençoado pelo Dom da ubiquidade.

Alexandre – 17 aninhos, e já está um nível acima de muitos, na forma como controla a ansiedade e dribla a pressão. Já percebe o jogo e as ideias do treinador, melhorou imenso nas transições defensivas. Tem de habituar-se à velocidade do jogo e aprender a travar o excesso de entusiamo, consequência disso, perdeu algumas bolas em zona proibida que desequilibraram a equipa.A boa organização da equipa potencia as suas qualidades. É elegante a movimentar-se mas, quando a bola lhe chega aos pés: é classe e mais classe.

sexta-feira, 8 de março de 2013

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Serviço Público


Gosto da preocupação da Junta Freguesia em informar atempadamente o incómodo que possa surgir, mas, não gosto do desconforto que a palavra “farmácia” me provoca.