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quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Tranquilidade no asfalto


Num caminho tranquilo, uma cadeira a oferecer-se a um caminhante fatigado, a alguém a querer contemplar a natureza, ou simplesmente a um idoso solitário, que em silêncio acerta contas com o relógio do tempo.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Banco da ladeira da Igreja



Um banco público, à sombra de uma árvore de um jardim privado, é apenas uma minudência. Uma coincidência. Na essência, é tão útil como necessário. Por força de uma lógica local, a questão do timing da sua colocação poderá suscitar várias interpretações. A justificação ao cumprimento tardio de uma promessa eleitoral não tem de vir em apêndice ao manual de instruções, nem a divulgação da versão oficial é obrigatória. Antes assim que a um oxímoro. Penso que descobrir a verdadeira razão, não é importante, e dá trabalho. Afinal, é um simples banco, e serve para descansar.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

sem bancos nem jardins

Aposentados à sombra do muro do jardim do Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior - Mariano Gago

... outras sombras outros assentos



“Ajardinamento de pequenos espaços sub-aproveitados de modo a criar zonas verdes”

Uma das propostas incluídas no Programa Eleitoral do PS – Freguesia de Pechão em 1997, que voltou a estar inserida em 2001.

“Criação de um Jardim Público e Parque Infantil. Colocação de Mobiliário Urbano (Bancos, Papeleiras e outros) em vários Sítios da Freguesia;”

“Forte aposta no ajardinamento de pequenos espaços, de modo a criar zonas verdes em vários pontos da Freguesia. Proceder á plantação de 200 árvores, e ao ajardinamento dos espaços exteriores das escolas;”

Propostas do PS nas autárquicas em 2005.


Pela manhã enquanto a brisa se esbate, o sol adensa-se, e a sombra é uma bênção. Vão chegando, passo lento, lugares de conversa fácil, umas consensuais, outras toleradas, e para apimentar, as controversas, temperadas com amizade e intimidade. Terra sem espaços verdes, nem bancos, nem jardins. Mas com espaços improvisados, já fidelizados, que aproximam solidões. Pontos de encontro, sem assuntos para tratar, e o tempo para matar. Momentos felizes nos intervalos do nada.




Fotos enviadas pelo incansável e sempre colaborante Danilo da Quinta. Muito obrigada.