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quarta-feira, 23 de junho de 2010

Eu, no Nº 11 sem fotos nem boleia


Uma trilogia encantadora de amores e desamores. Suave, entre o sorriso e o riso, sem desbocar na gargalhada, que os dentes (ou a falta deles) não são para exibir. O pinga -amor do Henriques numa declaração à moda antiga, ajoelhado, emocionado, com o anel numa mão e o coração na outra. Enviando mensagens escritas em papelinhos, mandando às urtigas as novas tecnologias e o marido da amada. Uma maldade o rapaz não aparecer e ficar apenas no nosso imaginário. Uma personagem mistério. E como as mulheres gostam de mistérios.

Mas tudo se transforma ao entrar em cena a filha da D. Maria do Rosário. A sala ganha vida e a Inês embalagem para uma representação fantástica. Diálogos de pura crueldade que, por estarem tão próximo da realidade até arrepiam. Esteve soberba a filha desnaturada.

Enquanto no final desfilavam elogios e aplausos aos artistas, procurei um vizinho que me desse boleia para casa. Mas a tempo de ouvir dizer que o desempenho dos artistas tinha sido bom. Discordo. Provavelmente estavam a economizar um superlativo: a prestação dos artistas foi muitíssimo boa.Sem complacência. Não vislumbrei nenhum vizinho na sala. Que jeito que dava se o Henriques aparecesse agora

Nota – Devido à proibição de recolha de imagens, não é possível apresentar uma foto que ilustre o post e que fique para memória futura. Assim, fica o e-mail desimpedido e o espaço reservado para um(a) candidato(a) a paparazzi.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Nova vaga

Sócios - 3€ | Não Sócios 3€ 

Estou ansiosa por conhecer a nova vaga de actores e actrizes de Pechão. Se tiverem o talento e a simpatia destes, aliado à vontade e empenho destes, então estaremos, não à porta nº11, mas à porta do céu.
Assim, a saúde e a boleia não me faltem e, Domingo lá estarei na primeira fila. Atenta aos diálogos e às personagens. Mas também, ansiosa por cruzar-me com desconhecidos e tagarelar com os amigos.

quarta-feira, 25 de março de 2009

C. O. Pechão reactiva o teatro


A tradição teatral reporta-nos a uma actividade pujante, que entusiasmou e animou muitos serões, na sala do COP apinhada de gente. Nunca tive jeito para representar, muito menos para cantar, mas acompanhei algumas gerações nas suas famosas representações. Recordo as meninas Marcinda Ferradeira e Rosinda Espanha que cantavam e encantavam em noites bem divertidas. E outros “actores e actrizes” bem catitas, que nos deliciavam com as suas surpreendentes récitas.

Nota - Um segredo só para nós: A minha intuição feminina confidenciou-me que esta Direcção vai surpreender-nos pela positiva. Aguardemos.

Teatro e afins











Fotos enviadas pelo Danilo da Quinta

Não sei, se esta geração foi a melhor, mas foi certamente uma casta importante na vida da nossa aldeia, quiçá a sua adolescência ficou bem marcante, e viva, na nossa memória.

Editado

Não há nada mais triste do que ver desaparecer as imagens do passado, e ter perdido quem nos devolva essas recordações. Às vezes parecem adormecidas e ninguém as pode acordar.
Amigas e amigos. Convivíamos, mais com uns, do que outros, por imperativos vários. Proximidade, afinidade, necessidade, idade, ou amizade. Essa coexistência, de décadas, deu-nos a conhecer, os estados de alma, ou as dores físicas. Adivinhávamos a angústia, condoemo-nos com a tristeza, ou festejamos as alegrias. Nas horas difíceis, lá estavam, com uma simples palavra, um olhar. Um olhar de ternura, de amor, os silêncios das cumplicidades, os olhares que trocávamos através do éter. As vozes que deixamos de ouvir. Existem as do passado que habitam na nossa memória. Para o bem, e para o mal, vivemos com as do presente, e com as que hão-de chegar.

Teatro e afins











Fotos gentilmente enviadas pelo Danilo da Quinta

Não sei, se esta geração foi a melhor, mas foi certamente uma casta importante na vida da nossa aldeia, quiçá a sua adolescência ficou bem marcante, e viva, na nossa memória.


Editado



Não há nada mais triste do que ver desaparecer as imagens do passado, e ter perdido quem nos devolva essas recordações. Às vezes parecem adormecidas e ninguém as pode acordar.
Amigas e amigos. Convivíamos, mais com uns, do que outros, por imperativos vários. Proximidade, afinidade, necessidade, idade, ou amizade. Essa coexistência, de décadas, deu-nos a conhecer, os estados de alma, ou as dores físicas. Adivinhávamos a angústia, condoemo-nos com a tristeza, ou festejamos as alegrias. Nas horas difíceis, lá estavam, com uma simples palavra, um olhar. Um olhar de ternura, de amor, os silêncios das cumplicidades, os olhares que trocávamos através do éter. As vozes que deixamos de ouvir. Existem as do passado que habitam na nossa memória. Para o bem, e para o mal, vivemos com as do presente, e com as que hão-de chegar.



























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