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domingo, 9 de fevereiro de 2014

Acanhados


Não sei por que carga de água a minha neta me convidou para assistir ao jogo dos juniores. Mas desconfiou que enquanto eu olhava para o jogo em geral, ela olhava para um jogador em particular. A verdade é que o meu poder de análise e a minha capacidade crítica estão como a popularidade dos políticos, abaixo de cão. Mesmo assim, arrisco a dizer que notei alguma intranquilidade encoberta em muita qualidade individual, e uma autoconfiança como a minha reforma. Baixa. E vocês perguntam: “Ó velhota como é que chegou a essa conclusão?” São muitos anos a virar frangos. E um passe no espaço, quando devia ser no pé, um alívio para o desconhecido, quando existem linhas de passe, ou esperar atrás quando se justificava pressionar na frente, são como o algodão. Não enganam. O treinador percebeu, e a equipa soltou-se mais na segunda parte. O guarda-redes da primeira parte foi uma surpresa positiva e o da segunda, uma confirmação garantida. Escusado dizer que mal acabou o jogo, a minha neta mandou-me apanhar boleia e chegou às 3 da manhã. 


Jogo Pechão-Pedra Mourinha / Resultado – (3-3) Vitória do C.O. Pechão na marcação de grandes penalidades.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

A excepção





Recortes gamados ao Paulo Murta
Já esgotei todos os adjectivos elogiosos à Ana, por isso, não os repito para não os vulgarizar. Quanto ao valor dela, estamos conversados. É legítimo, qualquer atleta sonhar ter melhores condições financeiras e de treino, treinadores de primeira água, câmaras de televisão, máquinas fotográficas e microfones à mão de semear, em suma, transferir-se para o centro do mundo onde tudo acontece, ou seja, representar um daqueles clubes que ganham campeonatos, taças, ou medalhas com a mesma facilidade com que o governo nos depena. 
O engraçado da questão é que a todos os convites ela chuta para canto, alguns insistem, mas a rapariga não está para ai virada. Desconheço a razão. Mas se ela não quer trocar uma vivência onde é idolatrada por lugar onde é apenas tolerada, se prefere viver em Pechão do que na Capital, se gosta mais de treinar pelas veredas da Charneca do que numa pista topo de gama, se acha que os conselhos do Murta são mais importantes que os métodos científicos de um treinador catedrático, se reconsidera estas e outras realidades, e não se importa da esquelética conta bancaria, então, Valha-me Céu Bendito! Curve-me perante a Deusa, e peço ao Murta para esteriliza-la antes de cada prova, não vá o vírus da ambição desmedida contagiá-la.

sábado, 29 de junho de 2013

64º Aniversário do C. O. Pechão


 
Aviso – Quem não for sócio do C.O.P. aconselho ir navegar por outros mares, porque neste desabafo não vai pescar nada de interessante.

Foi o discurso mais comovedor que o Presidente da Junta proferiu num Aniversário do Clube. O político e  cerebral Custódio Moreno ficou em casa a preparar a lista do PS para a Freguesia nas próximas Autárquicas. No seu lugar apareceu o Zeca. Despido de palavras de ocasião e discursos de plástico,  o Sócio que se contorce nas derrotas e vibra nas vitórias do Atletismo porque ainda não cortou o cordão umbilical, ligou o coração à boca, e inundou a sala com carradas de fervor  embaladas em paletes de afeto e, até eu, cheguei a morder o lábio e tive dificuldade em controlar uma lágrima atrevida. Porra pá! Onde andaste estes anos todos ?

Após 64 anos, foi a primeira vez que um  Presidente do Clube não discursou num aniversário. Prescindiu do microfone, da folha A4 formatada ao centro, com as pausas e ênfases sublinhados e renunciou ás cabulas milagrosas. Em vez de treinar ao espelho os gestos para elevar a oratória, optou por conversar com os associados, numa atmosfera informal, dizendo o que lhe ia na alma, as mãos  nos bolsos, a piada habitual, como se estivesse sentado na antiga parede do Zé da Quinta em frente ao Clube, ou no café  rodeado de amigos. Uma candura que desarma qualquer argumento. Ontem foi de uma simplicidade sublime que me parecia flutuar alguns metros acima do solo, onde nós pobres pecadores patinhava-mos. Parece que foi esventrado  e lhe colocaram um chip de amor eterno na raiz do coração. Já era assim quando tinha 10 anos, levava pontapés no cú  por se meter em assuntos de adultos. Era comer e calar. Não era Patrão?
 Tal como  antigamente de vez em quando, em nome do amor e da estabilidade ainda engole um camião TIR carregado de sapos, para alimentar egos insaciáveis.  E não me venham com essas merdas do Osvaldo isto, ou aquilo porque … apesar de velha ainda sei distinguir perfeitamente um bouquet de flores naturais de um  artificial.
O Clube pode não ter atividades durante a época ou estar moribundo, mas no dia do aniversário  estão sempre presentes  os sócios que pertencem ao grupo sanguíneo cop.(+). É como o almoço anual dos militares que estiveram no ultramar. Passado décadas e mesmo sem armas nem guerra juntam-se todos os anos. Faz parte do ADN.
Há mais para dizer  mas vou ficar por aqui, porque o bolo de aniversário tinha mais açúcar que o numero de vezes que foi prometida a requalificação da  zona ribeirinha, e além disso os diabetes estão assanhados e estou a ficar almareada.

domingo, 19 de maio de 2013

Os dilemas da Direcção do C.O.P. (2)



Deve o Clube continuar a realizar Bailes?
 
Sócio A – Sim. Desde que sejam bem organizados. Não é chegar à reunião de Direcção e dizer:”Sábado, vamos fazer baile”. Há que elaborar um projecto, definir os objectivos que o estruturem, e conseguir os meios para os alcançarem. Existem muitos e bons meios de comunicação (as redes sociais são um must.) Uma boa divulgação em lugares estratégicos aliada a uma criteriosa escolha musical, rápidamente chega ao conhecimento geral. É evidente, que de início a sala não vai estar cheia, mas com imaginação e insistência vamos voltar a estar no pódio da dança.
 
Sócio B – Não. O chão que já deu uvas e muitos namoricos tornou-se estéril. Existem as discotecas para os jovens, os dancings para a meia – idade e os bailes são associados à terceira - idade. A juventude não tem pachorra para ouvir “fole e guisos” muito menos ter os cotas a vigiá-las. Os últimos bailes (à execpção do carnaval) foram um completo fracasso. Os directores têm que olhar em frente, inovar, abrir os horizontes para a modernidade e libertarem-se dos estigmas do passado. Insistir numa fórmula morta e enterrada, é perder tempo, dinheiro e credibilidade.
 





segunda-feira, 13 de maio de 2013

Os dilemas da Direcção do C.O.P. (1)


Será possível a Sede do Clube voltar a ser o ponto de encontro e um espaço de convívio dos Sócios?
Sócio A – Claro, basta fazer uma escala de serviço (um dia por semana cada Director), escolher as actividades certas, apetrechar o bar e tornar a sala mais apelativa. É óbvio, que na primeira semana a receptividade será diminuta mas, com muita informação e perseverança a Sede pode voltar a ser um espaço de referência. Tudo uma questão de hábito. O segredo para o sucesso: Empenho, Persistência e Criatividade.
Sócio B – Não faz sentido a porta da Sede aberta. Antigamente só existia o Clube e não havia mais opções, hoje existem lugares mais interessantes e acolhedores. No Verão a sala parece uma estufa, no Inverno um glaciar. Sem condições nem motivações. O amor ao Clube vai-se esfumando, as pessoas tem novos hábitos e novos valores. Os tempos são outros, e a história não se repete.

Vote – A sua vontade pode ser um indicador.
Comente – A sua opinião pode ser a solução.





sábado, 11 de maio de 2013

Novo ciclo


 
Ontem, os sócios do C. O. Pechão elegeram os novos Órgãos Directivos para os próximos dois anos.

Mesa Assembleia Geral
Presidente - Vladimiro de Sousa
Vice – Presidente – João Cesário Brás
Secretário – Susana Batista
Direcção
Presidente – Osvaldo Granja
Vice – Presidente – David Brás
Tesoureiro – Paula Guerreiro
Secretário – Sérgio Daniel
Vogais
  Laurentino Norte
 Nuno Granja
João Miguel Silva
André Guerreiro
Conselho Fiscal
Presidente – Leónia Norte
Secretária – Isilda Moreno
Relator – Carlos Humberto Vale
Na história do Clube, a Direcção eleita debateu-se sempre com o legado da cessante. Umas vezes herda passividade, outras, dinamismo. Esta recebe, o Atletismo e o Futsal num patamar elevado. Foi difícil atingir o nível existente, mais complicado será mantê-lo. É de todo razoável aproveitar a embalagem e o empenhamento da Direcção anterior, para voar quem sabe, ainda mais alto. Quanto ao resto; dilemas e mais dilemas.

(a partir de segunda – feira vamos tentar descodificar os dilemas do Clube)

quarta-feira, 13 de março de 2013

Pechão 3 – Boliqueime -2


No bota–fora ganhou a equipa mais inteligente.

O Pechão foi uma equipa na verdadeira acepção da palavra. Com a estratégia perfeitamente assimilada, princípios bem definidos,agressividade defensiva, jogadores solidários e uma enorme disciplina táctica. Uma vitória da organização e do colectivo. Muito trabalho de casa e carradas de competência dos treinadores.

Destaques

Ivan – Foi a alma da equipa. Agressivo, rápido, e empolgante. Exala entusiamo por todos os poros, contagia a equipa e a assistência. Ser capitão ajuda-lhe a moderar os excessos, e confere-lhe legitimidade para fazer o que gosta: motivar. Alem disso, tem um braço elegante e a braçadeira assenta-lhe bem.

Valdir – Não dá muito nas vistas, mas fez um jogo impressionante. Foi o coração da equipa e esteve sempre em ligação directa à mente do treinador. Sempre no sítio certo, ora na contenção, na cobertura ou a conferir equilíbrios. Tomadas de decisão acertadas (a assistência para o 2º golo é um regalo), inúmeras recuperações de bola, mas sobretudo, umagrandeconcentração competitiva.Por momentos, tive a sensação que tinha sido abençoado pelo Dom da ubiquidade.

Alexandre – 17 aninhos, e já está um nível acima de muitos, na forma como controla a ansiedade e dribla a pressão. Já percebe o jogo e as ideias do treinador, melhorou imenso nas transições defensivas. Tem de habituar-se à velocidade do jogo e aprender a travar o excesso de entusiamo, consequência disso, perdeu algumas bolas em zona proibida que desequilibraram a equipa.A boa organização da equipa potencia as suas qualidades. É elegante a movimentar-se mas, quando a bola lhe chega aos pés: é classe e mais classe.

domingo, 10 de julho de 2011

Maldonado em grande forma

42º Aniversário do C.O.Pechão

O  Maldonado voltou em grande forma e analisa  de forma fundamentada e   peculiar, mutações relevantes numa determinada  fase da vida do Clube. E, para colorir o seu comentário, mimoseia-nos com conceitos e juízes de valor, sobre assuntos que nem sempre recolhem o consenso geral.  
"Já tinha saudades disto, tanta dor de cotovelo ou corno, o Zeca perturba muita gente, ainda rapazinho, foi convidado para participar na actividade desportiva do COP, há 33 anos, visando a promoção do desporto e associativismo juvenil, face á precariedade existente na altura ele foi escolhido, poderia ter sido qualquer outro, o COP estava destroçado, resultado da política, a luz estava cortada pela EDP, estava ligada com arames, água nada, um processo no Tribunal de Albufeira da Sulbetão, rendas da casa estavam em divida. Foi aí que a direcção então eleita, fez aprovar um novo estatuto, com escritura pública para desenvolver o Associativismo.
Fez as obras na sede que esteve encerrada durante cerca de 6 meses, reabriu com actualização de sócios, e a festa de comemoração do aniversário pela primeira vez.
Foram estabelecidos os planos para lançamento da activada, futebol, atletismo, ciclismo, pesca, teatro, pauliteiros, danças e matinés dançantes (a grande receita impulsionadora para financiar as iniciativas a desenvolver e custear as despesas efectuadas, o COP não tinha dinheiro, ninguém pagava cotas, a direcção teve que se cotizar, emprestando ao Clube, 10 contos por director.
A primeira actividade a desenvolver foi o Atletismo, havia necessidade de ocupar a miudagem para os retirar da rua e o monitor escolhido foi o Zeca. Começou aqui a sua actividade e desenvolvimento, foi-lhe proposta a frequência de um curso de conhecimentos na DGD e através do Prof. Tenazinha, o Zeca começou a desenvolver a sua actividade assessorado pela Direcção do COP que o apoiava, como ele é uma pessoa esperta e inteligente, cheia de speed e vontade, foi tudo fácil e a miudagem começou a praticar atletismo em força. As outras actividades vieram a seguir, o futebol federado, com outros responsáveis, também a pesca, o ciclismo, o teatro as danças os pauliteiros, foram tempos áureos, só existiu uma coisa que falho, a dança dos velhos que tenho atravessada na garganta o Norberto Dias ter ido para Quelfes e começar lá a ensaiar, aquilo era de Pechão, do tio Zé Norte, Quelfes nunca teve dança de velhos.
Entretanto surgiu a politica, o Zeca foi convidado para isso mas foi logo, aconselhado a não misturar à politica, Junta com o Clube, na Junta o Clube ficaria à porta. Depois de muita insistência acabou por aceitar concorrer na lista como independente, quatro anos depois já foi como cabeça de lista embora como independente e ganhou, o Zeca é muito boa pessoa, persistente amigo do amigo pena é que seja constantemente torpedeado, mas quando se mete num projecto não desiste é de homem, vejam o caso da casa da Junta, só foi construída pela persistência do executivo na altura, a Junta não tinha dinheiro, muita vontade e algumas garantias e avançou sem receios e hoje temos o edifício que temos, foi um sonho tornado realidade. Fala-se mas isso é tudo bocas idiotas, ignorância e muita inveja misturada a junta de Pechão é uma Junta pobre os tostões têm que ser bem geridos, divididos, para chegar para contemplar as carências, necessário acordos e muita dinâmica.
Alguns dos que mais falam são emigrantes ou caíram de pára-quedas em Pechão, dizem-se de Pechão, tiveram a felicidade de aqui nascer e acham-se com o direito de dar palpites outros há que a quando do desenvolvimento dos factos ainda se encontravam nos colhonis dos papás, existem ainda os outros que sempre se esconderam na sombra só sabiam e sabem criticar, nunca acreditaram na reviravolta que o COP deu em 1978/9 como também não acreditavam na modernização empreendida pela gente nova que entretanto tomou conta do rumo da Junta, enganaram-se redondamente e ainda bem, hoje reconhecem e enaltecem a actividade do COP e da Junta de Freguesia, antes o presidente levava a pasta com os papeis para casa e só ele e mais ninguém, até atendia as pessoas em casa, hoje existe o atendimento é personalizado todos sabem quem é o substituto do Presidente.
Portem-se bem, estou sempre pronto para esclarecer por esta via, fico por aqui". MALDONADO

9 DE JULHO DE 2011 19:07

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Pechão 2 - Louletano 5 (meia - final taça do Algarve)


                             Enviado por um anónimo

Foi uma jogatana e peras, aquela primeira parte a fazer lembrar tempos antigos. Emoção e apoio dos espectadores, concentração e rigor dos jogadores, mas, sobretudo, muita alma entre todos. Trinta minutos a roçar a perfeição, que nem o mais o crédulo imaginaria. Porém, perante as trocas ao intervalo tudo mudou. Ou, no segundo tempo, o Louletano foi mais forte porque o Pechão foi mais fraco, ou o Pechão continuou forte, mas, o conceito de “forte” para o Louletano é substancialmente superior. O que é natural, face ao poderio financeiro e à diferença de intensidade competitiva da 2ª divisão distrital ante a 2ª nacional. Argumentos irredutíveis e férteis para a resignação. Mas lá que estivemos a meia hora de tocar o céu, lá isso estivemos. Foi uma noite boa para o Clube, e um sinal de pujança para o Futsal. Mas, o que eu gostava mesmo de trocar, era o local dos jogos, de Olhão para Pechão e os calções dos jogadores, de amarelo para branco.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Coragem

Duas promessas. A requalificação da zona ribeirinha adoptada pela Junta de Freguesia e, a construção da nova sede do Oriental de Pechão, assumida pela Direcção. Uma, revigora uma área desfalecida, a outra, abre um novo ciclo na vida do C.O.P. Curioso e vantajoso é a proximidade e convergência entre os projectos. Ambos os Presidentes têm traquejo nestas andanças, por isso, devem ter a lição bem estudada, ou seja: uma boa almofada de sustentação para enfrentarem os custos e os cuscos. Sei que a coragem de enfrentar tamanhas dificuldades vem acoplada de um impulso, não sei, se foi um apelo do coração ou a força da razão.

Reprovo o pessimismo. Mas sempre fui uma pessimista. Provavelmente é da minha idade avançada, ou por causa dela, no entanto, é uma fragilidade que tenho dificuldade em ultrapassar. A minha descrença nestes planos vem da conjuntura actual, em que a míngua de dinheiro que nos chega à carteira some-se com a mesma facilidade, que a água de uma canastra. E todos sabemos, os estragos que as grandes obras fazem numa conta bancária. E isso amofina-me. Mas agrada-me a ideia de estar errada. Seria uma vitamina para a Freguesia e um analgésico para o meu pessimismo.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Tremor de terra e temor na sala


clique na imagem para aumentar

Sexta-feira, 14 de Fevereiro de 1969. Faz hoje 42 anos. Noite de filme português na televisão. Os adereços alusivos ao Carnaval suspensos na sala do C. O. Pechão, formavam um halo gigante sobre os bancos apinhados de sócios e de entusiasmo. As gargalhadas provocadas pelo Vasco Santana e o Ribeirinho faziam prever uma noite perfeita.

De repente, tudo se alterou, as serpentinas começaram a enrolar-se, os balões a estrebucharem e os bancos a tremerem. A Senhorinha, esposa do Manuel Caiador, desmaiou ao constatar o sismo. O descontrolo contagiou-se e o pânico instalou-se. No meio da agitação, emergiu o director de serviço, José Nunes. Escudado no seu porte e poder atlético, contornou os obstáculos, deu um safanão no medo e foi o primeiro a pôr-se a salvo. Para depois, junto à porta de saída, desimpedir e ordeiramente ajudar os sócios a sair.

Era noite e fazia frio. Temendo a má sorte e em semblante funesto, o regresso a casa fez-se com o coração nas mãos, a oração entre dentes e o pensamento nos ausentes.


domingo, 23 de janeiro de 2011

regresso às boas tradições

Equipa do C.O.Pechão, vencedora de um torneio popular em 1952.


O C.O. Pechão sempre teve grandes tradições nos torneios populares de futebol. Começou num campo nos pinheiros em Bela Mandil, passou para a Quinta, no campo do João Foca e, mais tarde para Pechão, no Estádio Viriato, agora denominado, Estádio Municipal de Pechão.

Numa boa iniciativa da Direcção, voltámos a ter uma equipa de futebol em que os jogadores são em grande maioria sócios do Clube, nascidos, ou residentes em Pechão.
A disputar um torneio popular a fazer lembrar velhos tempos, a nossa equipa treinada pelo Osvaldo Granja, depois de passar brilhantemente a fase de grupos, qualificou-se para disputar os quartos de final, com a histórica equipa da Liga dos Combatentes, já com 78 anos de vida.
Estádio Municipal de Olhão, 24 de Julho de 2007 - 22 Horas
C.O. Pechão – Liga Combatentes
Fotos - Danilo da Quinta

23/07/2007

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Futsal


Campeonato Distrital da 2º Divisão
Sexta-feira,dia 07/01 às 21 horas no Pavilhão M. de Olhão
Clube Oriental de Pechão - Leões de Tavira

Campeonato Distrital de Iniciados
Sábado,dia 08/01, às 11 horas
Clube Oriental de Pechão - ADC de Tune

A Direcção do COP

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

XXXI Corta - Mato do Algueirão (2010)






                            Para ver as legendas clique nas fotos.

Decorreu no passado sábado (4 de Dezembro) nos terrenos anexo ao Polidesportivo de Pechão a mais antiga prova do atletismo algarvio organizada por um clube, o Corta - Mato do Algueirão é uma organização do Clube Oriental de Pechão, prosseguindo assim o desenvolvimento e prática do Atletismo.

Ana Cabecinha do CO de Pechão e o Finlandês Marten Bostrom foram os vencedores nas principais provas, onde participaram cerca de 350 atletas em todos os escalões etários (de Benjamins A a Veteranos) em representação de Clubes Algarvios, do Alentejo e da região de Lisboa.

O Clube Oriental de Pechão, esteve em plano de destaque ao conseguir 5 vitórias individuais, resultando ai a vitória colectiva entre os 33 clubes participantes.

A atleta da casa Ana Cabecinha completou os cerca de 3km em 10.53 a prova decorreu dentro da normalidade para a Ana, isolando-se logo após o 1ºKm mantendo a vantagem até final sem forçar muito; Na 2ª posição classificou-se Eliza Cruz (Casa Benfica de Faro) 11.14; No 3º lugar ficou Fiona Gonçalves (Praia Falésia) 11.17 sendo a 1ª Veterana, a 4ª na geral foi a Júnior Rita Guerreiro (NDC Odemira) 11.25; Anabela Moreira (CD Quarteira) chegou na 5ª posição na geral (2ª Veterana) 12.13; seguiu-se Marta Santos (Núcleo Sportinguista de Faro) 12.32 sendo a 3ª Sénior.

A prova masculina contou com um bom lote de participantes, entre os quais os três atletas Finlandeses que ocuparam as três posições do pódio, os atletas encontram-se a estagiar no Algarve com vista ou Europeu de Cross, Marten Bostram (15.25) levou a melhor sobre os seus colegas Joonas Harjamaki (15.51) e Jonas Hamm (16.03), na 4ª posição na geral ficou o Júnior Emanuel Loureiro (Maratona CP) que levou 16.08 para completar os cerca de 5,1km do percurso, na 5ª posição (4ª sénior) classificou-se Michel Valente (CR Alturense) 16.29

Em simultâneo decorreu o 5º Encontro Algarve – Beja nos escalões de Infantis, Iniciados e Juvenis, visando a aproximação dos jovens destas duas regiões, partilhando assim o gosto pela prática do desporto (atletismo) contando com o apoio da Associação de Atletismo do Algarve e Associação de Atletismo de Beja.

A prova contou com o apoio das seguintes entidades: Município de Olhão, Juntas de Freguesia de Olhão e Pechão, IDP - Algarve, IPJ - Algarve, Bombeiros Municipais de Olhão, Conselho de Arbitragem da Associação de Atletismo do Algarve, Lusitânia – Seguros, Farmácia Olhanense e do comércio local.

Os vencedores Individuais:
Benjamim A Fem. – Juliana Guerreiro (NS Faro) Juvenil Fem. – Ana Catarina Dias (Odemira)

Benjamim A Masc. – Ivan Candeias (CO Pechão) Juvenil Masc. – João Caeiro (Alvito - Beja)
Benjamim B Fem. – Catarina Cunha (CO Pechão) Júnior Fem. – Rita Guerreiro (Odemira)
Benjamim B Masc. – Sérgio Manic (Caboverdianos) Júnior Masc. – Emanuel Loureiro (Maratona)
Infantil Fem. – Catarina Gabadinho (NS Faro) Sénior Fem. – Ana Cabecinha (CO Pechão)
Infantil Masc. – Tiago Epaminondas (CO Pechão) Sénior Masc. – Marten Bostrom (Finlândia)
Iniciado Fem. – Ouisal Khanfoudi (CO Pechão) Veterana – Fiona Gonçalves (Praia Falésia)
Iniciado Masc. – José Pereira (NS Faro) Veteranos – João Marques (CR Alturense)

Nota: Com excepção das Iniciadas (Rosário Silva – NAR Messejana) todos os vencedores dos escalões de Infantis, Iniciados e Juvenis foram também os vencedores no 5º Encontro Algarve – Beja


Classificação Colectiva do Corta-mato do Algueirão:
1º - C. Oriental de Pechão - 92 pontos
2º - N Sportinguista de Faro - 62 pontos
3º - C D Quarteira - 47 pontos
4º - Olímpico C Lagos - 44 pontos
5º - C D Faro XXI - 31 pontos
Classificação Colectiva do 5º Encontro Algarve - Beja:
1º - Assoc. de Atletismo do Algarve - 51 pontos
2º - Assoc. de Atletismo de Beja - 82 pontos


A Organização.
Pechão, 05 de Dezembro de 2010

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Claro que te conheço!

 

Vi-te nascer. Foste concebido com paixão e és filho da vontade e da resistência. Acompanhei o teu crescimento, os tropeções, e os passos certos. Escutaste muitas promessas, muitas juras de amor, lamentos de corações desiludidos, e assomos de indignação. Lês-te nas entrelinhas e decifraste muitos silêncios.

 Mas tu sabes como são os desacertos da alma e a fraqueza humana. Bem sei que muitas vezes aconselharias prudência, e desejarias consenso. Mas o tempo esquece e o coração arrefece. Depois, de desilusões e indecisões, volta a fé e emerge a fidelidade. E quantas vezes a felicidade. E tanta que já deste.

Agora estás a abrir uma janela para o mundo. Fazes muito bem. Porque em qualquer lugar, tens amantes sedentos de informação e tens que alimentar essa afeição. Espero que não lhes doa a memória nem percam a paixão. Pelo Pechão.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Sombreados de esperança


Os três sombreados a verde, indicam os poleiros que dão acesso a mais prestigio, e a jogar a um nível mais alto. É evidente que os Bonjes também perdem e os Porches avariam. Porque as surpresas podem aparecer de qualquer lado, há que estar preparado. Por isso, é fundamental os jogadores continuarem a meter força nas canetas e a bola na baliza. Não vá o Leão enfurecer-se com a fome de pontos e, saltar da reserva, ou, em Tunes, a rapaziada alinhar no transbordo das vitórias, e perderem-se nas contas dos pontos e nas encruzilhadas dos ses. E, como nós, queremos ficar sombreados e não queimados, pelo sim pelo não, convêm manterem-se afastados do Covil do Dragão.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

A última viagem

O Lopinhos era um coração aberto e um avançado rápido. Tinha uma mota (juntamente com o João Granja foram das primeiras em Pechão). Foi o motorista do Mestre  Cassiano que treinou o Pechão durante três dias. Ao quarto renunciou, não pelos maus resultados da equipa, mas, assustado com a velocidade e com a forma como ele se deitava na curva da Nora Alta. 
Há tempos conheceu o seu pior adversário. Uma doença traiçoeira que, sem pedir licença infiltrou-se e fez-lhe uma marcação impiedosa. Começou por lhe tirar a velocidade, depois a vivacidade, e por fim a esperança. Ontem, foi mais cruel, tirou-lhe a vida.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Ana Cabecinha 5ª. Classificada

A marchadora Ana Cabecinha do Clube Oriental de Pechão, obteve no passado sábado o 5º lugar na Final do Challenge Mundial de Marcha (IAAF), a atleta completou os 10km marcha no tempo de 43.17 (Novo Recorde Pessoal).

A grande vencedora do Challenge foi a Chinesa Liu Hong com 42.30 atleta de grande nível mundial, já 4ª nos Jogos Olímpicos de Pequim e medalha de Prata no Mundial de Berlim 2009, na 2ª posição ficou a Alemã Melanie Seeger (42.36), o pódio ficou completo com outra Chinesa Yanfei Li (42.41); mais a trás ficou a atleta do Pechão que não conseguiu acompanhar o elevado ritmo imposto pelo trio do pódio e pela Russa Tatyana Sibileva que viria a vencer com 41.53 no excelente tempo mundial como atleta Extra ao Challenge.

Nos lugares seguintes ao pódio classificaram-se as Portuguesas, 4ª Inês Henriques (43.09), 5ª Ana Cabecinha (43.17), 6ª Susana Feitor (43.41) e na 8ª posição a Vera Santos com 44.53 demonstrando assim a potência que é a Marcha Atlética feminina Portuguesa.

Ana Cabecinha referiu no final da prova “o resultado vem culminar uma boa época que tive, o principal objectivo foi atingido, chegar dentro das primeiras nesta Final é uma satisfação, foi bom voltar a competir em Pequim e por coincidência completar os 10km à chuva como em 2008, estou muito feliz com o resultado, mais ainda por obter dois recordes pessoais, aos 5kms e aos 10kms, vou agora descansar umas semanas para encarar a nova época que vai ser longa com a mesma determinação que esta, tendo como principais objectivos a participação na Taça da Europa de Marcha a realizar em Olhão (22 de Maio) e a participação no Campeonato do Mundo a ter lugar na Coreia do Sul a 31 de Agosto ”

Pechão – 19 de Setembro de 2010
C.O. de Pechão