É
fácil descobrir as impressões digitais de quem nos impôs este pesadelo. Os
motivos são os do costume: lealdade para com a pátria, a “ordem” e a fé. O despertar
foi dramático: morreram mais de 8 mil homens e ficariam feridos ou incapacitados
cerca de 100 mil portugueses.
Apesar do tempo ainda é um tema que nos despedaça
o coração. São lágrimas que já secaram e um desgosto devidamente arquivado na
tribuna da memória. Nunca esquecido.
Pechão chorou pelos seus filhos: O Afonso veio
de Moçambique carregado de nuvens negras sobre o futuro, em vez do arco - íris
do costume. O Joãozinho e o Pacheco (filho adoptivo) tiveram um inesperado encontro
com as vicissitudes da guerra e não sobreviveram. Ficaram lá para sempre. Longe
da vista, mas tão perto do coração. Sem corpos para velar, nem orações para encomendar,
os únicos vestígios desses momentos de horror são os aerogramas da morte. Famílias
trespassadas. Uma imensa escuridão onde a felicidade não entra. Vítimas
inocentes da ganância desmedida de um deus menor.
