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segunda-feira, 15 de julho de 2013

Atrocidades de um deus menor




É fácil descobrir as impressões digitais de quem nos impôs este pesadelo. Os motivos são os do costume: lealdade para com a pátria, a “ordem” e a fé. O despertar foi dramático: morreram mais de 8 mil homens e ficariam feridos ou incapacitados cerca de 100 mil portugueses.

Apesar do tempo ainda é um tema que nos despedaça o coração. São lágrimas que já secaram e um desgosto devidamente arquivado na tribuna da memória. Nunca esquecido. 

Pechão chorou pelos seus filhos: O Afonso veio de Moçambique carregado de nuvens negras sobre o futuro, em vez do arco - íris do costume. O Joãozinho e o Pacheco (filho adoptivo) tiveram um inesperado encontro com as vicissitudes da guerra e não sobreviveram. Ficaram lá para sempre. Longe da vista, mas tão perto do coração. Sem corpos para velar, nem orações para encomendar, os únicos vestígios desses momentos de horror são os aerogramas da morte. Famílias trespassadas. Uma imensa escuridão onde a felicidade não entra. Vítimas inocentes da ganância desmedida de um deus menor.