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segunda-feira, 6 de maio de 2013

Rumos


 
Outrora o povo no alto da sua infinda sabedoria, atribuía nomes, por este ou aquele motivo associados a caminhos e lugares. Agora, são os representantes do povo que reinventam novos nomes, baseados em critérios históricos e fazendo justiça a algumas personalidades.

Desde a metáfora do caminho do afoga burros, à coerência do Caminho do Paraíso, a pessoalização da encruzilhada dos Moços do Zé Lopes, publicidade gratuita no Caminho do Sulbetão e, a origem para definir o destino na  Estrada de Tavira. Trajectos rotineiros, ocasionais, ou obrigatórios. Uns perto, outros nem tanto, tão longe para tantos, e no meio de nenhures para ninguém. Rumos novos, ou renovados.

Hoje, existem conceitos menos terra a terra, mais universais. As estrelas de outrora foram trocadas por  satélites inovadores. Bússolas abençoadas para viajantes perdidos, numa curva duvidosa ou num asfalto estranho. O encontro, ou reencontro com os outros, ou pelo Caminho da Missa, ao encontro de nós próprios.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Dia de folga

As excursões são práticas generalizadas das Juntas de Freguesias. Não sei se coadjuvados pela anafre como elemento propagandista do poder autárquico, ou por iniciativa própria. Podemos enumerar vários fonemas alegóricos ao título, como: passeio de idosos, seniores em passeio, ou turismo sénior, dependendo da imaginação e criatividade de cada um. A nossa Junta preferiu chamar-lhe “Programa de Turismo Social”, abrangendo assim outras faixas etárias. É um projecto com leituras múltiplas. Mas na vertente social penso que é uma mais-valia. Quem não concorda que atire a primeira pedra.
A adesão é grande e o entusiasmo enorme. Já tenho tudo apalavrado. Vou pelo convívio. Para esquecer as ralações, estreitar relações, mas sobretudo, por saber que existe vida para lá da dependência das rotinas domésticas.
Sobre a Autarquia tirar ou não dividendos políticos, é outra história. Cada um interpreta-a à sua maneira, ou da forma que lhe der mais jeito. Para mim, dia de excursão, perto da cavaqueira e, longe da esfregona, dos tachos e da roupa encardida, é como o dia em que me saltou a pedra do rim. Um alívio.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Mulheres em monte

Abriram ontem as inscrições na Junta de Freguesia, para a excursão do dia da mulher à terra da batata-doce. O corrupio começou às 7 h. Quando cheguei às 9,00h, já havia agitação e um número considerável de senhoras à minha frente. Algumas, prestáveis, levaram o B.I. e o cartão de eleitora da vizinha. O que me atira para os bancos de trás, e retira a possibilidade de uma viagem tranquila. Fico almariada e enjoada quando viajo. Elas já sabem o que vai acontecer, e evitam sentar-se ao meu lado.

Sopa de peixe, filetes de peixe, espetadas de carne, e sobremesa. Tudo por dois contos e seiscentos. Vai ser lindo no regresso. A Célia e a Marília a contarem anedotas, a Luízinha a cantar o fado, e eu, a sacar o saco de plástico e chamar pelo Gregório.

sábado, 15 de agosto de 2009

Faz hoje 40 anos

… e foram três dias inesquecíveis para meio milhão de alminhas ensopadas até aos ossos. Até eu dormia no chão e apanhava aquela chuvada de bom gosto. Mas ainda não perdi a esperança. A máquina do tempo está pronta. Brevemente passará por Pechão, e a Junta de Freguesia seguramente irá fazer uma excursão ao passado. Com paragem no Woodstock de 1969. Quando abrirem as inscrições, espero que avisem com antecedência. Quero ser a primeira.
Mesmo que a Junta recuse a viagem alegando perigosidade do transporte e incógnita no regresso, temos sempre as excursões da Maria João. Embora sugestionados a comprar um colchão, é sempre uma boa alternativa. E o jeitão que vai dar.