Outrora o povo no alto da sua infinda
sabedoria, atribuía nomes, por este ou aquele motivo associados a caminhos e
lugares. Agora, são os representantes do povo que reinventam novos nomes, baseados
em critérios históricos e fazendo justiça a algumas personalidades.
Desde a metáfora do caminho do afoga
burros, à coerência do Caminho do Paraíso, a pessoalização da encruzilhada dos
Moços do Zé Lopes, publicidade gratuita no Caminho do Sulbetão e, a origem
para definir o destino na Estrada de
Tavira. Trajectos rotineiros, ocasionais, ou obrigatórios. Uns perto, outros
nem tanto, tão longe para tantos, e no meio de nenhures para ninguém. Rumos
novos, ou renovados.
Hoje, existem conceitos menos terra a
terra, mais universais. As estrelas de outrora foram trocadas por satélites inovadores. Bússolas abençoadas para
viajantes perdidos, numa curva duvidosa ou num asfalto estranho. O encontro, ou
reencontro com os outros, ou pelo Caminho da Missa, ao encontro de nós
próprios.


