Domingo, 10 de Julho de 2011

Maldonado em grande forma

42º Aniversário do C.O.Pechão

O  Maldonado voltou em grande forma e analisa  de forma fundamentada e   peculiar, mutações relevantes numa determinada  fase da vida do Clube. E, para colorir o seu comentário, mimoseia-nos com conceitos e juízes de valor, sobre assuntos que nem sempre recolhem o consenso geral.  
"Já tinha saudades disto, tanta dor de cotovelo ou corno, o Zeca perturba muita gente, ainda rapazinho, foi convidado para participar na actividade desportiva do COP, há 33 anos, visando a promoção do desporto e associativismo juvenil, face á precariedade existente na altura ele foi escolhido, poderia ter sido qualquer outro, o COP estava destroçado, resultado da política, a luz estava cortada pela EDP, estava ligada com arames, água nada, um processo no Tribunal de Albufeira da Sulbetão, rendas da casa estavam em divida. Foi aí que a direcção então eleita, fez aprovar um novo estatuto, com escritura pública para desenvolver o Associativismo.
Fez as obras na sede que esteve encerrada durante cerca de 6 meses, reabriu com actualização de sócios, e a festa de comemoração do aniversário pela primeira vez.
Foram estabelecidos os planos para lançamento da activada, futebol, atletismo, ciclismo, pesca, teatro, pauliteiros, danças e matinés dançantes (a grande receita impulsionadora para financiar as iniciativas a desenvolver e custear as despesas efectuadas, o COP não tinha dinheiro, ninguém pagava cotas, a direcção teve que se cotizar, emprestando ao Clube, 10 contos por director.
A primeira actividade a desenvolver foi o Atletismo, havia necessidade de ocupar a miudagem para os retirar da rua e o monitor escolhido foi o Zeca. Começou aqui a sua actividade e desenvolvimento, foi-lhe proposta a frequência de um curso de conhecimentos na DGD e através do Prof. Tenazinha, o Zeca começou a desenvolver a sua actividade assessorado pela Direcção do COP que o apoiava, como ele é uma pessoa esperta e inteligente, cheia de speed e vontade, foi tudo fácil e a miudagem começou a praticar atletismo em força. As outras actividades vieram a seguir, o futebol federado, com outros responsáveis, também a pesca, o ciclismo, o teatro as danças os pauliteiros, foram tempos áureos, só existiu uma coisa que falho, a dança dos velhos que tenho atravessada na garganta o Norberto Dias ter ido para Quelfes e começar lá a ensaiar, aquilo era de Pechão, do tio Zé Norte, Quelfes nunca teve dança de velhos.
Entretanto surgiu a politica, o Zeca foi convidado para isso mas foi logo, aconselhado a não misturar à politica, Junta com o Clube, na Junta o Clube ficaria à porta. Depois de muita insistência acabou por aceitar concorrer na lista como independente, quatro anos depois já foi como cabeça de lista embora como independente e ganhou, o Zeca é muito boa pessoa, persistente amigo do amigo pena é que seja constantemente torpedeado, mas quando se mete num projecto não desiste é de homem, vejam o caso da casa da Junta, só foi construída pela persistência do executivo na altura, a Junta não tinha dinheiro, muita vontade e algumas garantias e avançou sem receios e hoje temos o edifício que temos, foi um sonho tornado realidade. Fala-se mas isso é tudo bocas idiotas, ignorância e muita inveja misturada a junta de Pechão é uma Junta pobre os tostões têm que ser bem geridos, divididos, para chegar para contemplar as carências, necessário acordos e muita dinâmica.
Alguns dos que mais falam são emigrantes ou caíram de pára-quedas em Pechão, dizem-se de Pechão, tiveram a felicidade de aqui nascer e acham-se com o direito de dar palpites outros há que a quando do desenvolvimento dos factos ainda se encontravam nos colhonis dos papás, existem ainda os outros que sempre se esconderam na sombra só sabiam e sabem criticar, nunca acreditaram na reviravolta que o COP deu em 1978/9 como também não acreditavam na modernização empreendida pela gente nova que entretanto tomou conta do rumo da Junta, enganaram-se redondamente e ainda bem, hoje reconhecem e enaltecem a actividade do COP e da Junta de Freguesia, antes o presidente levava a pasta com os papeis para casa e só ele e mais ninguém, até atendia as pessoas em casa, hoje existe o atendimento é personalizado todos sabem quem é o substituto do Presidente.
Portem-se bem, estou sempre pronto para esclarecer por esta via, fico por aqui". MALDONADO

9 DE JULHO DE 2011 19:07

8 arlapas:

  1. É uma pena que o optimismo do Sr. Maldonado, não seja partilhado pelos fregueses de Pechão, Pechão hoje na realidade é a freguesia mais pobre do concelho não tem infraestruturas de qualquer espécie, resume-se a uma aldeia dormitório.

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  2. Opinião de quem não vive em Pechão e não é de Pechão, mas que tem amigos nessa aldeia:
    Conheço poucas aldeias com a vivacidade da vossa aldeia, os Pechanenses são pessoas auto-criticas e para quem vive na aldeia talvez não seja muito agradável, mas é esse poder de análise, correcto ou incorrecto que faz crescer um povo.
    As actividades culturais e desportivas que existem na aldeia através do clube que todos gostam, são um grande motor de dinamismo, a Junta de Freguesia, quer se goste de quem a governa é reconhecida "fora de fronteiras" como uma junta activa...
    Claro que se fizermos uma análise mais rigorosa, verificamos que têm algumas necessidades, mas nos dias de hoje, o poder económico fica sempre acima de qualquer necessidade real...
    Falo por exemplo da farmácia, impensável o que fizeram, o banco, etc...
    Mas digo-vos que quando falo com amigos, vêm sempre Pechão como um povo dinâmico e empenhado... Tenham orgulho em vocês... Mas NÃO SE CALEM... Abraço

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  3. Se temos tido ao longo de todos estes anos um presidente tão eficaz, como é que se justifica todo o atrazo a que a freguesia está votada? ainda existe na freguesia caminhos de cabras para as pessoas passarem, casas sem esgotos, nucleos populacionais, sem recolha de lixo, sem entrega de correio, e isto não são desabafos de imigrante! estou aqui falando de casos concretos, que terei muito prazer em documentar se necessário!

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  4. É verdade que o clube estava moribundo e foi o charneca que o devolveu á vida. mais tarde o zeca deu-lhe dinamismo e foram bons tempos na vida do clube.quando entrou para a junta entrou com o mesmo dinamismo com que tinha entrado no clube, e a construção da casa da junta, embora tenha tido uma boa equipa atrás dele que ele ouvia e respeitava teve nele o grande impulsionador e o primeiro mandato foi excelente. com o passar dos anos as equipas que o acompanhavam foram mudando e, ou não falavam com ele, ou ele não as ouvia, e começou a tornar-se egocêntrico o que lhe retirou alguma popularidade. mas o que de bom fez no clube e nos primeiros mandatos na junta ninguem lhe tira.

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  5. O Senhor Maldonado,que penso que toda as pessoas que mais lêem o que por aqui na arlapa vaí escrito,já terão identificado,conta só parte da historia.Esquece com quem ele esteve na direcção do clube quando ele lá esteve,lembro-me do Eduardo Gago Angelo, do Carlos Calé, do Laurentino Norte e de outros mais.
    Não nego, que o clube na altura estava numa má situação,como ciclicamente acontece,só que na altura a dinãmica aplicada e a conjuntura favoravel, fizeram com que o clube desse um salto qualitativo no seu funcionamento.
    Quando falo na conjuntura favoravel, estou a referir-me ao facto do muito dinheiro vindo do na altura chamado IPJ,que sudsidiava tudo o que o clube organizava.
    Nunca tanto dinheiro entrou no clube vindo do herário público.
    Claro que com tantas flores feitas,pois nessa altura as vacas estavam gordas,não foi de estranhar que o partido do poder no concelho convidasse elementos dessa direcção do clube para integrarem as listas desse partido,o que efectivamente aconteceu.
    Com a saida do nosso actual presidente da junta de delegado do ipj,o clube passa por nova situação de crise,pois durante anos a viver de subsidios, os que depois vieram depararam-se com dificuldades na obtenção dos mesmos e a vaca ia secando ...
    Tambem é um facto que as qustiunculas politica/partidárias sempre tiveram a sua grande cota parte nas crises do clube,assim como a divisão existente entre directores e seccionista,ums a puxar para o futebol e outros para o atletismo.
    Tudo isso levou a criar divisões no clube que em nada beneficiaram o mesmo, assim como o facto de a partir da junta se formarem listas para os orgãos do clube,nada disso foi dignificante para o clube em si,que afinal é de todos os sócios e só a estes cabe o dever de escolher quem quer para dirigir o destino do mesmo.
    Senhor Maldonado, com este breve esclarecimento, julgo têr reposto mais veracidade no conteudo do seu texto.

    Um Sócio do COP

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  6. Vladimiro GuerreiroJul 15, 2011 06:34 AM

    Sou um freguês, mais ou menos, habitual da “A Arlapa”, mas até hoje nunca comentei qualquer artigo ali publicado, muito menos respondi a qualquer dos “comentadores”, mesmo quando fui objecto de elogio ou de crítica.
    E sinto-me, como direi, familiarizado com o blogue, já que, nos primeiros tempos da sua existência, o meu nome e o do meu filho, foram ventilados como sendo os seus autores. Daí que tenha ainda mais estima pela A Arlapa, bem escrita, com alguns textos deliciosos e fotografias únicas.
    Mas hoje não resisti, pois como diz o povo, “quem não se sente, não é filho de boa gente”... e fiquei muito magoado, triste e revoltado com um artigo da autoria do Maldonado, que na parte final, de forma despropositada e absolutamente fora de contexto, faz algumas insinuações injustas e maliciosas sobre o anterior Presidente da Junta de Freguesia, ou seja, o meu pai.
    Infelizmente o meu pai já não pode defender-se nem responder ao Maldonado. Eu poderia fazê-lo, com certeza sem a elegância e a ironia da sua prosa, mas sinto-me condicionado a avançar.
    Vou responder a quem? Não sei se conheço o Maldonado; não sei se ele me conhece; se conheceu o meu pai; se privou com ele; se sabe que ele morreu há sete anos ou que deixou a Junta de Freguesia há quase vinte; não sei se é de Pechão; se é jovem ou menos jovem; se é homem ou mulher; se tem ou teve alguma afinidade com a Junta de Freguesia, a Assembleia de Freguesia ou o Clube Oriental de Pechão; não sei se fala do que sabe e sabe do que fala; não sei se, se, se... Nem sei se merece resposta!
    Ainda assim deixo ao Maldonado, “Maldonado em grande forma”, uma recomendação e um pedido pessoal:
    sempre que pretenda elogiar ou homenagear alguém, faça-o de forma a não ofender nem atingir terceiros, é desnecessário, injusto e intelectualmente desonesto.
    Por favor, não ataque quem, de todo, não pode defender-se e não ofenda a memória do meu pai.

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  7. Mea culpa

    “O indivíduo tem o direito de pensar o que quiser, de exprimir o que pensa como quiser, e de pôr em prática o que pensa como quiser, desde que essa expressão ou essa prática não infrinja a igual liberdade de qualquer outro indivíduo.” Fernando Pessoa

    O Vladimiro fez bem em não responder do mesmo tom ao autor do comentário. Eu fiz mal em aceitar o comentário. Pior, transformei-o em assunto de primeira página. Dizer que achei o essencial (a vida do Clube e a ascensão do Zeca) interessante, não serve de desculpa, quando descurei e subvalorizei o acessório. O que não podia, nem devia ter acontecido. E como a introspecção é quase sempre fatal, depois de relê-lo, reconheço que a referência em causa escorreu inevitavelmente para o lodo da minha consciência. Assim, se o Vladimiro concordar apago-o, e não se fala mais nisso. Se não, fica nos arquivos, a criar musgo e erva daninha, só para me embaraçar.

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  8. Vladimiro GuerreiroJul 19, 2011 06:41 AM

    D. Arlapa, por mim não se fala mais nisso. Respondi ao que devia, nunca pretendi, nem
    pretendo, qualquer tipo de protagonismo ou criar polémica com quem quer que seja. Além disso, a última coisa que eu pretendo, ainda que involuntariamente, é contribuir para o desenvolvimento de qualquer erva daninha que possa prejudicar ou ameaçar a nossa, cada vez mais rara, arlapa.
    Para terminar D.Arlapa, bem a propósito, deixo-lhe uma quadra do meu pai, que encontrei, entre muitas outras, nas pesquisas mais recentes que fiz na sua agenda do ano de 1991:

    Deixem-me estar descansado
    Na minha casa velhinha;
    Que o tempo por mim passado
    Já cansou a vida minha!

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