segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

XXXI Corta - Mato do Algueirão (2010)






                            Para ver as legendas clique nas fotos.

Decorreu no passado sábado (4 de Dezembro) nos terrenos anexo ao Polidesportivo de Pechão a mais antiga prova do atletismo algarvio organizada por um clube, o Corta - Mato do Algueirão é uma organização do Clube Oriental de Pechão, prosseguindo assim o desenvolvimento e prática do Atletismo.

Ana Cabecinha do CO de Pechão e o Finlandês Marten Bostrom foram os vencedores nas principais provas, onde participaram cerca de 350 atletas em todos os escalões etários (de Benjamins A a Veteranos) em representação de Clubes Algarvios, do Alentejo e da região de Lisboa.

O Clube Oriental de Pechão, esteve em plano de destaque ao conseguir 5 vitórias individuais, resultando ai a vitória colectiva entre os 33 clubes participantes.

A atleta da casa Ana Cabecinha completou os cerca de 3km em 10.53 a prova decorreu dentro da normalidade para a Ana, isolando-se logo após o 1ºKm mantendo a vantagem até final sem forçar muito; Na 2ª posição classificou-se Eliza Cruz (Casa Benfica de Faro) 11.14; No 3º lugar ficou Fiona Gonçalves (Praia Falésia) 11.17 sendo a 1ª Veterana, a 4ª na geral foi a Júnior Rita Guerreiro (NDC Odemira) 11.25; Anabela Moreira (CD Quarteira) chegou na 5ª posição na geral (2ª Veterana) 12.13; seguiu-se Marta Santos (Núcleo Sportinguista de Faro) 12.32 sendo a 3ª Sénior.

A prova masculina contou com um bom lote de participantes, entre os quais os três atletas Finlandeses que ocuparam as três posições do pódio, os atletas encontram-se a estagiar no Algarve com vista ou Europeu de Cross, Marten Bostram (15.25) levou a melhor sobre os seus colegas Joonas Harjamaki (15.51) e Jonas Hamm (16.03), na 4ª posição na geral ficou o Júnior Emanuel Loureiro (Maratona CP) que levou 16.08 para completar os cerca de 5,1km do percurso, na 5ª posição (4ª sénior) classificou-se Michel Valente (CR Alturense) 16.29

Em simultâneo decorreu o 5º Encontro Algarve – Beja nos escalões de Infantis, Iniciados e Juvenis, visando a aproximação dos jovens destas duas regiões, partilhando assim o gosto pela prática do desporto (atletismo) contando com o apoio da Associação de Atletismo do Algarve e Associação de Atletismo de Beja.

A prova contou com o apoio das seguintes entidades: Município de Olhão, Juntas de Freguesia de Olhão e Pechão, IDP - Algarve, IPJ - Algarve, Bombeiros Municipais de Olhão, Conselho de Arbitragem da Associação de Atletismo do Algarve, Lusitânia – Seguros, Farmácia Olhanense e do comércio local.

Os vencedores Individuais:
Benjamim A Fem. – Juliana Guerreiro (NS Faro) Juvenil Fem. – Ana Catarina Dias (Odemira)

Benjamim A Masc. – Ivan Candeias (CO Pechão) Juvenil Masc. – João Caeiro (Alvito - Beja)
Benjamim B Fem. – Catarina Cunha (CO Pechão) Júnior Fem. – Rita Guerreiro (Odemira)
Benjamim B Masc. – Sérgio Manic (Caboverdianos) Júnior Masc. – Emanuel Loureiro (Maratona)
Infantil Fem. – Catarina Gabadinho (NS Faro) Sénior Fem. – Ana Cabecinha (CO Pechão)
Infantil Masc. – Tiago Epaminondas (CO Pechão) Sénior Masc. – Marten Bostrom (Finlândia)
Iniciado Fem. – Ouisal Khanfoudi (CO Pechão) Veterana – Fiona Gonçalves (Praia Falésia)
Iniciado Masc. – José Pereira (NS Faro) Veteranos – João Marques (CR Alturense)

Nota: Com excepção das Iniciadas (Rosário Silva – NAR Messejana) todos os vencedores dos escalões de Infantis, Iniciados e Juvenis foram também os vencedores no 5º Encontro Algarve – Beja


Classificação Colectiva do Corta-mato do Algueirão:
1º - C. Oriental de Pechão - 92 pontos
2º - N Sportinguista de Faro - 62 pontos
3º - C D Quarteira - 47 pontos
4º - Olímpico C Lagos - 44 pontos
5º - C D Faro XXI - 31 pontos
Classificação Colectiva do 5º Encontro Algarve - Beja:
1º - Assoc. de Atletismo do Algarve - 51 pontos
2º - Assoc. de Atletismo de Beja - 82 pontos


A Organização.
Pechão, 05 de Dezembro de 2010

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

“ Nas Mãos As Mãos”


Exmo(a). Senhor(a)

A Junta de Freguesia de Pechão tem o grato prazer de convidar V. Exa. para a inauguração da Exposição de Desenho “ Nas Mãos As Mãos”, de Paulo Serra (artista plástico natural de Pechão), que terá lugar no próximo dia 4 de Dezembro, na Galeria de Arte da Casa-Museu de Pechão, pelas 21h30.

Custódio Moreno
Presidente da Junta de Freguesia de Pechão

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Claro que te conheço!

 

Vi-te nascer. Foste concebido com paixão e és filho da vontade e da resistência. Acompanhei o teu crescimento, os tropeções, e os passos certos. Escutaste muitas promessas, muitas juras de amor, lamentos de corações desiludidos, e assomos de indignação. Lês-te nas entrelinhas e decifraste muitos silêncios.

 Mas tu sabes como são os desacertos da alma e a fraqueza humana. Bem sei que muitas vezes aconselharias prudência, e desejarias consenso. Mas o tempo esquece e o coração arrefece. Depois, de desilusões e indecisões, volta a fé e emerge a fidelidade. E quantas vezes a felicidade. E tanta que já deste.

Agora estás a abrir uma janela para o mundo. Fazes muito bem. Porque em qualquer lugar, tens amantes sedentos de informação e tens que alimentar essa afeição. Espero que não lhes doa a memória nem percam a paixão. Pelo Pechão.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Ana Cabecinha 2ª Classificada na “Espada Toledana” (Espanha)

No regresso à competição a marchadora Ana Cabecinha do Clube Oriental de Pechão, obteve ontem (sábado) o 2º lugar no Troféu “Espada Toledana” a atleta completou os 5km marcha com o tempo de 22.24 sob um frio excessivo (cerca de 6ºC), participaram nesta excelente prova Espanhola 25 atletas.

A vencedora foi a atleta Espanhola natural de Guadix (Granada) Ainhoa Pinedo com 22.21 que desde o tiro de partida formou dupla com a atleta Olímpica do COPechão na frente da prova, as duas atletas mantiveram um ritmo bem elevado para esta fase da época, o “despique” deu-se até aos metros finais, arrebatando Ainhoa vantagem nos últimos 50 metros da prova, a atleta que representa AD Marathón estabeleceu assim um novo recorde do circuito, que pertencia à medalhada Olímpica Espanhola Maria Vasco com 22.23 desde 2007, Ana Cabecinha com o registo de 22.24 ficou a 1 segundo do anterior recorde, na 3ª posição, algo distante das primeiras chegou Sara Alonso (Alicante) com 24.33.

Foi um bom resultado para os objectivos que a atleta tinha neste regresso à competição, atendendo ao tempo que está a treinar e á fase em que estamos na época leva-nos a encarar o futuro com grande optimismo.

Desta também para a participação das Algarvias Rita Geirinhas (12.15) quarta nos 2km para Infantis e de Filipa Ferreira (15.30) terceira nos 3km para Juvenis, ambas atletas da Escola Tomás Cabreira (Faro).

No domingo, os companheiros de Clube de Ana Cabecinha, Cláudio Rodrigues e Luís Barbosa participaram no Cross “Espada Toledana”, o Cláudio Rodrigues classificou-se na 26ª posição na Geral (17º Sénior) e Luís Barbosa ficou no 27º lugar na Geral (18º Sénior).

Mais informações poderão ser obtidas no site da competição www.clubatletismotoledo.net
Pechão – 28 de Novembro de 2010
C.O.Pechão

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Também quero


Mão amiga recomendou-me este simpático e acolhedor Café. Se tiverem conhecimento de um estabelecimento em Pechão, que faça uma surpresa destas, avisem-me. Reservo uma mesa para mim, para o Lizard, Lima, Observador, a Vanda e todos os simpáticos comentaristas que queiram desfrutar. Podem ficar descansados que não vou cantar, mas, sou capaz nem que seja a tactear, de trautear algumas modas conhecidas. E para servir à mesa, um jeitoso como aquele que está atrás do balcão não ficava mal.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Sombreados de esperança


Os três sombreados a verde, indicam os poleiros que dão acesso a mais prestigio, e a jogar a um nível mais alto. É evidente que os Bonjes também perdem e os Porches avariam. Porque as surpresas podem aparecer de qualquer lado, há que estar preparado. Por isso, é fundamental os jogadores continuarem a meter força nas canetas e a bola na baliza. Não vá o Leão enfurecer-se com a fome de pontos e, saltar da reserva, ou, em Tunes, a rapaziada alinhar no transbordo das vitórias, e perderem-se nas contas dos pontos e nas encruzilhadas dos ses. E, como nós, queremos ficar sombreados e não queimados, pelo sim pelo não, convêm manterem-se afastados do Covil do Dragão.

Nova época

A marchadora Ana Cabecinha do Clube Oriental de Pechão, volta a competir após o 5º Lugar na Final do Challenge Mundial de Marcha, regressando a marchar no próximo dia 27 de Novembro no Troféu “Espada Toledana” na cidade de Toledo (Espanha) que é património mundial, è uma prova com muito prestígio no calendário espanhol, este ano realiza-se a XXIII Edição.

A participação da Ana Cabecinha em Toledo visa essencialmente voltar ao contacto com a competição, a prova de 5km aponta a melhoria de forma para as próximas competições nacionais e internacionais, nomeadamente o Campeonato de Portugal (Estrada) que se realiza na Vila da Batalha a 21 de Fevereiro de 2011, assim como as grandes competições da época, a Taça da Europa de Marcha em Maio, a ter lugar na cidade Olhão e para o principal objectivo da presente época o Campeonato do Mundo em Agosto (Daegu – Coreia do Sul).

A participação da marchadora na prova espanhola só é possível devido aos vários apoios, nomeadamente: do Município de Olhão, da ATA – Associação de Turismo do Algarve e da Lusitania Seguros.

Mais informações poderão ser obtidas no site da competição
Pechão – 24 de Novembro de 2010
C.O. Pechão

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Pechão nos mercados de Olhão (1)


Ao despontar os primeiros raios de sol, rumo a Olhão, começava a romaria de carros de mula, e burros, com as gorpelhas carregadas de ovos, batatas, favas, ervilhas, lentilhas, espargos, fruta, hortaliças, e frutos secos. Numa época de privações e provações, vender na praça era uma actividade lucrativa.

A tia Apolinária, foi a pioneira neste trajecto árduo e extenuante, mas, a necessidade e o gosto, compensava as dificuldades. Rapidamente foi seguida, pela tia Bia Aluía, pela Bia da Quinta, e a Maria Lona, conhecida pelos seus afamados espargos. Mais tarde a Tia Aponilária, incentivou, e convenceu  os dois genros, o José Lona, e o José Canário.

Em Janeiro e Fevereiro, era um aglomerado de pessoas em redor do José Canário, pois eram famosas as “toldas” cheias de resplandecentes griséus e favas. Dizia-se que vendia mais sozinho, que os outros todos juntos. Todos eram tratados da mesma forma, com cerimónia e orgulho profissional.

Toda a gente se conhecia, os vendedores já sabiam os gostos e manias dos fregueses, até a forma de pagar as  contas, tudo registado na memória. Tempos árduos, em que fins-de-semana e  férias, eram palavras completamente desconhecidas.

editado - 06/11/2007

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

“Reflexos”

O artista olhanense, Francisco Gomes está a expor trabalhos de pintura a acrílico sobre tela na Galeria de Arte da Casa-Museu de Pechão. A exposição está aberta de quarta a domingo, das 17h00 às 20h00, até ao dia 26 de Novembro.
Importa referir que Franscisco Gomes é um autodidacta na área artística. Desde que se deixou contagiar pela pintura já fez trabalhos a carvão, aguarela e mais recentemente dedica-se à pintura a acrílico sobre tela.
Intitulada “Reflexos” esta exposição é composta por doze quadros do artista.Daqui.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Dia de folga

As excursões são práticas generalizadas das Juntas de Freguesias. Não sei se coadjuvados pela anafre como elemento propagandista do poder autárquico, ou por iniciativa própria. Podemos enumerar vários fonemas alegóricos ao título, como: passeio de idosos, seniores em passeio, ou turismo sénior, dependendo da imaginação e criatividade de cada um. A nossa Junta preferiu chamar-lhe “Programa de Turismo Social”, abrangendo assim outras faixas etárias. É um projecto com leituras múltiplas. Mas na vertente social penso que é uma mais-valia. Quem não concorda que atire a primeira pedra.
A adesão é grande e o entusiasmo enorme. Já tenho tudo apalavrado. Vou pelo convívio. Para esquecer as ralações, estreitar relações, mas sobretudo, por saber que existe vida para lá da dependência das rotinas domésticas.
Sobre a Autarquia tirar ou não dividendos políticos, é outra história. Cada um interpreta-a à sua maneira, ou da forma que lhe der mais jeito. Para mim, dia de excursão, perto da cavaqueira e, longe da esfregona, dos tachos e da roupa encardida, é como o dia em que me saltou a pedra do rim. Um alívio.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

A última viagem

O Lopinhos era um coração aberto e um avançado rápido. Tinha uma mota (juntamente com o João Granja foram das primeiras em Pechão). Foi o motorista do Mestre  Cassiano que treinou o Pechão durante três dias. Ao quarto renunciou, não pelos maus resultados da equipa, mas, assustado com a velocidade e com a forma como ele se deitava na curva da Nora Alta. 
Há tempos conheceu o seu pior adversário. Uma doença traiçoeira que, sem pedir licença infiltrou-se e fez-lhe uma marcação impiedosa. Começou por lhe tirar a velocidade, depois a vivacidade, e por fim a esperança. Ontem, foi mais cruel, tirou-lhe a vida.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

No Domingo de manhã...

...enquanto esperava pela Cristina, entretive-me a olhar para os apartamentos dos moradores (com algumas excepções) que fazem de Pechão um dormitório. Não ouvi  pio, nem vi vivalma. Nenhum sinal de vida.Portas e janelas fechadas, não vá uma fresta encaminhar um ruído ou, uma nesga de sol, para um despertar indesejado. É que resgatar as horas de sono extraviadas e, recuperar a fadiga acumulada, não se compadece com o chilrear dos passarinhos nem com a beleza do pôr-do-sol. Um sono tranquilo e despreocupado, funciona como uma doce vingança à ditadura do relógio. Até a Rua 25 de Abril contagiada pelo sossego, sem acção nem circulação, permanece em silêncio. Tal como os nossos vizinhos, parece descansar ou, ganhar novo alento para os dias de frenesim que se seguem.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

O dia de todas as saudades

Um dia cinzento, a condizer. Anestesiados pelo ambiente sombrio e lúgubre e circundados pela proximidade da morte, olhamos sem ver. Enrolados na tristeza, olhamos para as fotografias desbotadas e engolimos carradas de angústia. E, enquanto a memória rebobina imagens dos nossos, sentimos um aperto no peito, seguido de um marejar nos olhos, de saudade, e da falta que nos fazem. 

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Má forma

Depois de três meses a enferrujar, devido ao calor e à preguiça, hoje de manhã voltei às caminhadas. Acompanhada da minha vizinha e de uns quilos que não pedi, enveredei pela vereda da baixa do Fantosga. Infelizmente, bastaram cinco minutos a passo de caracol, para ficar com as pernas em chumbo, o coração nas mãos e os pulmões na boca. Na ânsia de olear as articulações e actualizar informações, constatei o obvio. Estou velha.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

“Pechão está bem vivo e recomenda-se!”

Custódio Moreno, Presidente da Junta de Freguesia de Pechão.

Em entrevista ao JA, Custódio Moreno quer que Pechão seja reconhecido como um destino de referência, uma terra promissora e que luta com garra para manter a sua identidade.

Jornal do Algarve – A Freguesia de Pechão tem provado ter um grande potencial humano e associativo. Essa é a grande força desta freguesia interior de Olhão?

Custódio Moreno- Nos últimos anos temos apostado fortemente numa política de parcerias, vinculada através da assinatura de protocolos com as mais diversas associações e inúmeras entidades concelhias e regionais, agentes económicos e todos os movimentos que possam atrair mais-valia para Pechão, onde incluímos a Geminação com Morangis.
Um excelente exemplo da nossa dinâmica são as inúmeras valências concentradas no edifício da autarquia, nomeadamente: Posto de Correios, extensão do Centro de Saúde de Olhão, Gabinete de Aconselhamento, Espaço Net, a Ludoteca. Temos ainda acordos com os Ministérios das Finanças, do Emprego e da Segurança Social, uma pequena loja do cidadão que facilita muito a vida dos pechanenses.

JA – Quais os grandes desafios e projetos a que pretende responder a curto e médio prazo na freguesia?

CM – O nosso grande desafio passa por consolidar o trabalho nas áreas da Educação, da Ação Social, no apoio aos jovens e aos idosos. Por outro lado, a requalificação de equipamentos e de vários espaços da freguesia. Queremos continuar a dotar Pechão de uma rede viária de excelência e expandir as redes de saneamento a todos os cantos da freguesia. No próximo ano, vamos concluir a edificação da Casa Museu e da Galeria de Arte, ex-líbris para podermos receber quem nos visita e, ao mesmo tempo, preservar as nossas raízes.
Vamos edificar um Parque Infantil, um Parque de Merendas e um Espaço Aventura. Estas duas últimas obras já têm o projeto aprovado. Até ao final do mandato, queremos iniciar as obras de requalificação urbana da Ribeira de Bela Mandil. Ampliámos o cemitério e vamos fazer o parque de estacionamento.

JA – Qual a estratégia para trazer mais dinâmica à freguesia?

CM – Acreditamos claramente no turismo social como forma de promoção e desenvolvimento sustentado. A aposta passa por fazer desta terra um destino de referência, promovendo um conjunto de acontecimentos, com destaque para os programas de Animação de Verão, Natal e Ano Novo. O Festival de Folclore, Noites de Fado, Noites de Teatro, Cinema ao Ar Livre, e o Rock na Ribeira são algumas das iniciativas que todos os anos organizamos e que vamos reforçando com mais propostas de maior qualidade, fidelizando os pechanenses a participar e procuramos atrair novos públicos. Deste modo, projetamos cada vez mais Pechão. As Festas Tradicionais de Pechão, o Corta-Mato do Algueirão, as Comemorações do 25 de Abril são bons exemplos das nossas parcerias com o associativismo local e que mostram como Pechão está bem vivo e recomenda se!
[publicada na edição papel do Jornal do Algarve de 21 de Outubro de 2010]

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Aquele olhar

Alheio ao fotógrafo e à posse, o Tio João, aproveitou a precisão do silêncio para ver e reter todos os pormenores da ginga. Atento ao momento e ao encantamento, o Emiliano olha embevecido, revelando um esgar inocente e um coração do tamanho da pala do boné.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Geração sofredora

Tia Albertina
Irreversível. Indiferente à velhice que lhe consome o corpo e atormenta a alma, continua a empurrar o carro de mão, cada vez mais perro, cada vez mais pesado. Não pelo peso, mas pela escassez de força. Ouve-se o ranger encarquilhado das rodas, e dos ossos, a pedir outro vigor que nunca surgirá. Curvada, passos lentos, enleados no cansaço e no sofrimento. Entre esgares de dor, prefere a resistência à abstinência. Tem sobrevivido entre alarmes, abismos, e demónios de juras falsas. Uma vida difícil. Cruel. Quem lhe apaga a dor? Quem lhe ressuscita o sorriso?

sábado, 9 de outubro de 2010

Quando os maus exemplos vêm de cima

Olhão é a pior câmara a pagar.
De acordo com a DGAL, no final do segundo trimestre deste ano havia sete municípios do Algarve com prazos médios de pagamento superior a 90 dias.
Olhão é a autarquia da região que surge em pior posição, com 274 dias. A situação tem vindo a agravar-se desde finais de 2008, altura em que demorava 59 dias a pagar.Correio da manhã 08/10/2010.Aqui.

Quando os políticos apenas olham para o seu umbigo, os juízes para o lado, e as autoridades observam impotentes, quem olha pelo povo?

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Também sou contra

(...Deste o tempo dos Fenícios e Visigodos, fez-se uma estrada que liga a foz do Guadiana à do Gilão, e desta para a da Ribeira do Pechão e daqui para a do Rio Seco e a seguir para a de Quarteira...) Inês Correia
Ler texto completo aqui.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

As três gémeas

Foto - Danilo da Quinta

Que é feito delas?

Tão jovens. Quem não sente uma vontade enorme de ceder um afago ou apenas um miminho? Não sei os seus nomes, nem o porquê de serem três. Nunca lhes dirigi palavra, mas pelo aspecto parecem-me ainda imberbes. Ao contrário do que consta por aí que, há quem fale com as árvores, jamais ouve um sinal ou uma aproximação da minha parte. Uma rega, afofo de terra, ou um expurgo de ervas daninhas. Apesar disso, dos predadores e dos imprudentes, vão-se avolumando e subindo na vida.
Crescem e apareçam. Talvez um dia, se eu ainda me encontrar por cá me protejam do sol, com uma  sombra frondosa e fresquinha.Portanto meus amigos, se virem uma velhota embasbacada a olhar para as três gémeas, não façam troça. Provavelmente serei eu.

Editado - 06/10/2007