quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Nem que seja por um minuto

Foto enviada pelo Danilo da Quinta

Uma fotografia antiga que rebobina fragmentos do filme da nossa vida. Um olhar nostálgico, e um leve sorriso transportam-nos para a familiaridade dos pormenores. O campo da bola, a horta, os cheiros, o Viriato, os olhares e vozes do passado que parece que nos interpelam. Uma miríade de recordações que nos assolam e não conseguimos conter. E engolimos uma tristeza imensa, naquela vontade de por momentos regressar. Nem que seja por um minuto. Estar ali. Abstrai-mo de tudo, fecho os olhos. E finjo que estou mesmo.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Banco da ladeira da Igreja



Um banco público, à sombra de uma árvore de um jardim privado, é apenas uma minudência. Uma coincidência. Na essência, é tão útil como necessário. Por força de uma lógica local, a questão do timing da sua colocação poderá suscitar várias interpretações. A justificação ao cumprimento tardio de uma promessa eleitoral não tem de vir em apêndice ao manual de instruções, nem a divulgação da versão oficial é obrigatória. Antes assim que a um oxímoro. Penso que descobrir a verdadeira razão, não é importante, e dá trabalho. Afinal, é um simples banco, e serve para descansar.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Futsal 1ª Jornada



Informação oriunda daqui.

C.O.Pechão: 60 anos - 24 Presidentes (17)


Osvaldo Granja
“O Diligente”

Desde pequeno que fez do Clube a sua escola, e do campo do Viriato o seu recreio. Embrenhou-se até á medula e criou laços de afectividade inquebráveis. Foi esta devoção que o moveu anos e anos, e ainda move. Provavelmente não existe função que já não tenha desempenhado. É um conhecedor profundo dos problemas do Clube, e adopta-os como se fossem seus. Com capacidade para sensibilizar, e emocionar, esteve presente nos bons, mas sobretudo nos momentos mais críticos, funcionando como elemento agregador e mobilizador. Graças às suas acções o Clube sobreviveu a muitas crises anunciadas. Paixão. Talvez seja mesmo essa palavra que defina o seu relacionamento com o Clube. Intensa e duradoura.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

a propósito do Fantosga


Casa do Fantosga, ou o que resta dela

Figura típica dos anos 30/40. Inseparável da sua cesta de verga, divertido, simpático, sem poiso certo, vagueava por montes e caminhos, na esperança de receber um naco de pão, um punhado de figos torrados, ou na melhor das hipóteses uma sopa quente. Mesmo em tempos agrestes e difíceis, as pessoas sempre se mostraram benevolentes e caridosas, e o Fantosga não era excepção. O Tio João Gaguinho, e mais tarde a sua filha Marquinhas, foram as pessoas que mais o ajudaram. Tratado com parcimónia, comia e bebia na mesma mesa como se fosse um familiar ou amigo próximo. A palavra solidariedade não era mencionada, nem banalizada, mas sim aplicada e consumada. Feliz, de barriga cheia, e cesta aviada, era vê-lo a declamar versos para gáudio do pessoal.


Vim do meu amigo João Gaguinho
Já cá canta o almocinho
E um copo de vinho

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

e depois da excitação das eleições...




Caminho do Fantosga


... voltemos ao remanso da rotina diária. Porque Pechão é uma Aldeia calma e aprazível, nada melhor que um passeio pelo campo. Hoje, logo pela fresquinha, dois dedos de conversa com a afável Tia Almerinda, com azimute direccionado para o caminho do Fantosga. As bolotas? Ainda estão verdes. Mas são doces, doces.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Sessão de esclarecimento (1)

1º. Todos os candidatos estão dispostos a empenhar-se e fazer sacrifícios, em prol de Pechão. Sendo um pressuposto comum a todos, o que difere entre vós?

2º. Dê-nos um motivo (s) para votar em si?

Resposta da candidata do Bloco de Esquerda - Leónia Norte


Cara D. Arlapa

Antes de mais, permita-me dizer que, efectivamente, estamos dispostos a empenhar todo o nosso esforço e dedicação na Freguesia.
Contudo, trabalhar para uma terra mais justa, mais solidária, mais limpa e com melhores condições de vida para todos, jamais representará um sacrifício para nós. Pois, no final do mandato, o reconhecimento da população pelo bom trabalho desenvolvido, será o suficiente para nos sentirmos satisfeitos e com a certeza de dever cumprido.
Quanto à sua primeira questão, para ser sincera, e certamente compreenderá, não poderei dizer o que difere entre nós e os candidatos das listas da CDU e do PSD/CDS-PP. Pois, pelo facto de eu, e certamente a maior parte da população, desconhecer a acção e competências na execução dos respectivos programas eleitorais, não poderei fazer quaisquer juízos de valor em relação a tais candidaturas.
Poderei sim, por razões óbvias, no que respeita ao PS, apontar o que entre nós difere. E apesar de serem muitas e grandes as diferenças, resumirei a mesma a um único ponto pois, creio, que tal é suficientemente esclarecedor.

Assim:
- Tencionamos, ao invés do que o PS tem demonstrado, cumprir o que apresentamos no nosso programa, pois não temos propostas que não sejam exequíveis nem propostas apenas para embelezamento do mesmo.
Basta compararmos os programas do PS de 2009, 2005, 2001 e até de 1997 e verificamos que aí constam propostas com 4, 8 e 12 anos que nunca foram cumpridas e até propostas que foram retiradas dos programas sem serem executadas.
Deixo aqui o desafio (muito pertinente e já lançado pelo “Zé de Pechão”) e assinale no programa do PS de 2005 o que considera que foi cumprido em 4 anos. Possivelmente, vai chegar à mesma conclusão que o “Zé de Pechão” chegou e vai considerar que apenas ¼ das promessas eleitorais foram efectivamente cumpridas.
Creio, que esta singela resposta reflecte a importantíssima diferença entre PS e BE.

Quanto à sua segunda questão, o motivo principal para votar em nós é, sem dúvida, o nosso compromisso para com a população no cumprimento do programa apresentado. Contudo, permita-me esmiuçar alguns aspectos que considero muito importantes e decisivos para votarem em nós.
A saber:
a) Garantimos que toda a população será tratada de igual forma sem privilégios para uns em detrimento dos outros. Igualdade e Justiça nas nossas decisões será uma trave mestra no nosso mandato;
b) Aumentaremos o número de “trabalhadores de rua” para permitir a manutenção e limpeza de ruas, caminhos, ribeiros e outros trabalhos nos espaços públicos na aldeia e em Belmonte de Baixo durante todo o ano e não apenas em épocas festivas ou de campanha eleitoral;
c) Trataremos das zonas de Belamandil e de Belmonte de Baixo, especialmente no que respeita ao ambiente, saneamento e sectores que irão dar qualidade de vida às pessoas que vivem naquelas zonas, pois o desinteresse do PS é manifesto, e empenhar-nos-emos na resolução do problema da ETAR-Poente e pressionaremos a Câmara Municipal de Olhão e o Ministério do Ambiente, mobilizaremos a população, convocaremos a imprensa e se, necessário, recorreremos à via judicial até às instâncias comunitárias.
e) Apoiaremos os clubes em conformidade com as respectivas actividades e jamais os substituiremos nas acções que só a eles compete, pois assim poderemos dedicar o nosso tempo a trabalhar naquilo a que nos propomos e que são competências de uma Junta de Freguesia;
f) Informaremos a população sobre a aplicação dos dinheiros da Junta de Freguesia e sobre as dívidas existentes a fornecedores;
g) Zelaremos pela verdade e transparência em todos os aspectos e no que à nossa Freguesia diga respeito e sem submissão a quem quer que seja.

Muitos outros motivos poderiam aqui ser apresentados mas espero que estes sejam os suficientes para depositar a sua confiança em nós.
Tenho a certeza que nem a Sra. nem ninguém se arrependerá de votar Bloco de Esquerda.
Com os melhores cumprimentos,
Ao dispor,
Leónia Norte

... e da Candidata da CDU – Susana Mendonça



Caríssima Arlapa

1 – É natural que as diferentes candidaturas apresentem propostas, muitas vezes comuns, para melhorar a freguesia e consequentemente a vida dos seus habitantes, pois há inúmeros problemas que não foram ainda resolvidos e que qualquer um dos candidatos tem com certeza a clareza de espírito para os identificar. A paixão com que se envolvem é que não me parece que seja exactamente a mesma, e aí tenho de discordar com o seu preâmbulo à primeira questão que colocou. Eu não sou política, não me candidato por uma qualquer “birra” antiga aproveitando uma maré de votos num partido, não me candidato como último recurso de uma coligação ou partido. Candidato-me por paixão mesmo! Candidato-me por amor a esta terra com a qual criei laços afectivos que me tornam tão ou mais Pechanense que muitos dos seus nativos.

Para além da paixão há mais, das quais registo as seguintes:
- Definição das reais prioridades: a minha equipa tem uma noção muito clara do que é prioritário na freguesia. Não se pode esperar que as pessoas adiram a actividades culturais, como exposições, quando a casa alaga em dias de chuva porque as estradas não têm escoamento.
- Isenção: não sou permeável a influências partidárias ou familiares.
- Maior democracia: temos de saber ouvir os habitantes porque eles melhor que ninguém sabem o que precisam e os habitantes incluem naturalmente todos os que forem eleitos para a Assembleia no próximo dia 11.
- Mudança e inovação: temos de saber criar coisas novas. Precisamos de caras novas e ideias novas. Temos de modernizar e dinamizar esta terra e não deixar que sejamos apenas mais uma aldeia que faz sempre as mesmas coisas e da mesma maneira.
- Pragmatismo: não prometer… fazer!

2- Motivo para votar em mim? Acho que atrás já dei motivos mais que suficientes. Mas se quer mais uma: votar em mim e na minha equipa é votar na verdadeira DIFERENÇA.


Uma aragem de ar fresco invadiu este blog, arrastando toneladas de bolor, e suavizando o cheiro das bolas de naftalina. Muito obrigada.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Sessão de esclarecimento


1 - Lendo o programa dos Candidatos, é unânime, a paixão, disponibilidade, e o empenho em dotar a Freguesia de Pechão de melhoramentos que aumentem a qualidade de vida dos habitantes. Sendo um pressuposto comum a todos, o que difere entre vós?

2- Dê-nos um motivo (s) para votar em si?

Numa tentativa de aclarar ideias, tive o desplante e a insensatez de pedir aos Candidatos (via email) a resposta a estas duas perguntas. A esperança de obter respostas é demasiado ténue, afinal, quem vai perder tempo a escrever para um blog de uma velha não identificada, em que a credibilidade está por demonstrar, e a isenção por provar.

Aguardemos.

domingo, 4 de outubro de 2009

Dúvidas e dívidas




A minha neta diz-me que o melhor professor que já teve foi o Alcino, e insiste para que vote nele. Realmente ela sabe na ponta da língua o nome dos Reis de Portugal, e outros nomes, mas esses, deve ter aprendido noutra disciplina mais vanguardista. Confesso que não conheço o Professor, mas partindo do princípio, de que não se deve rejeitar o que não se conhece, e atendendo a que já esgotou todos os elogios, estou tentada a fazer-lhe a vontade. Afinal não é que fazem todas as avós?

Gratidão é o que devo à Maria Joaquina, afamada modista, que me ensinou a arte do corte e costura, e nos entremeios, a dar pospontos nas dobras das incertezas, quando ainda cachopa as dúvidas se amontoavam como a roupa na canastra. Senti o sabor prudente dos seus concelhos, que muitas vezes me fizeram voltar à vida. A ela já não lhe posso agradecer, mas ao neto que herdou da avó aquela aura intuitiva, posso dar-lhe o meu voto. A avó ficaria satisfeita e o neto reconhecido.

Quando o meu homem estava de cama com uma broncopneumonia, o Dr. Mata Artur, e o Sr. Almeida levaram-me o resto das economias, e a ultima réstia de alento. Com o carro de mula esfrangalhado, o Chico Carpinteiro, atendendo às minhas prostrações prontificou-se a conserta-lo na condição de pagar o serviço quando pudesse. Até hoje ainda não pude. Lembro-me da sua figura todo emproado com um distinto fato azul, cravado com um cravo vermelho na lapela, e um sorriso no coração, aquando nas primeiras eleições após o 25 de Abril. Sei que esteja ele onde estiver, ficaria feliz e esqueceria a dívida caso eu votasse na sua bisneta. Mesmo sendo uma leiga na matéria, penso que a dívida já prescreveu, mas uma boa advogada faz milagres, por isso uma simples cruzinha evitaria recursos e falatório.

A professora universitária é um caso ímpar. Uma capacidade de adaptação admirável. Simpática, inteligente, sentido de humor, tudo o que se pede a um novo conterrâneo, o que valha a verdade não abunda. Embora ainda não domine na perfeição os limites cartográficos da Freguesia, já se entranhou e compreende os nossos anseios e necessidades. Estou muito tentada a dar o meu voto a esta erudita senhora. Deus queira que ela não leia este modesto blog. O mau estacionamento das vírgulas, a gincana na exposição de ideias e as fendas na construção das frases, devem diverti-la à brava, enquanto eu fico com as orelhas  arder. Vou propor-lhe um acordo: Eu voto nela e ela corrige os meus posts. Ah já me esquecia! Tem algo que eu adorava ter, mas infelizmente não tenho: coragem.

Ainda tenho uma semana para decidir. Passados tantos anos espero que alguém me volte a conquistar, nem que seja por um voto.

sábado, 3 de outubro de 2009

Pechão merece o melhor !


Pechão é o nosso compromisso!


Susana Mendonça, Vladimiro Guerreiro, Carlos Sousa

É assim mesmo amigos… É com Pechão o nosso único e exclusivo compromisso; é por Pechão e pelos seus habitantes que nos apresentamos a estas eleições autárquicas com intenção de liderar na Junta de Freguesia um executivo competente e dinâmico, pronto a trabalhar para o desenvolvimento da nossa terra e para o bem-estar da sua população.

O trabalho de uma autarquia nunca se esgota, pois há sempre problemas por resolver e projectos a desenvolver, acreditando nós que é possível fazer mais e melhor. Temos ideias e projectos para Pechão, uns mais simples, outros mais ambiciosos, quer no plano do funcionamento da autarquia e do seu relacionamento com outras entidades quer na área dos projectos estruturantes e de desenvolvimento. Mas parece-nos que o mais importante neste projecto a que nos propomos é definir as verdadeiras prioridades para a nossa terra e repensar os caminhos a seguir, dando mais voz à população e às instituições locais, apostando numa participação democrática de todos os que queiram connosco debater Pechão.

Apresentamo-nos a estas eleições com uma lista composta por homens e mulheres empenhados em trabalhar pela nossa terra e prontos para aceitar a responsabilidade que os eleitores nos queiram atribuir. Votar na CDU é apostar numa mudança segura, competente e responsável. Votar CDU é votar numa verdadeira alternativa política para Pechão. Com trabalho e dedicação vamos melhorar Pechão!

Folheto informativo da CDU

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Aposta na continuidade


Custódio Moreno, Paulo Salero, Alexandra Duarte

Sempre a seu lado!

Os Pechanenses têm vindo a confiar em nós! Liderar a Junta de Freguesia é uma responsabilidade que muito nos orgulha e que, desde sempre, abraçamos com enorme paixão e um grande sentido de responsabilidade.

Pechão está hoje, como nunca, em franca expansão, num cenário de grande afirmação e sempre com os olhos postos no futuro.

Continuamos totalmente disponíveis de que é preciso continuar a trabalhar por esta Freguesia, sempre a seu lado!

Pretendemos continuar a obra, pois possuímos inúmeros projectos mas, principalmente, temos as soluções mais adequadas para continuar a promover o desenvolvimento sustentado da nossa terra.

Lidero uma equipa muito experiente, já com provas dadas, que se mantém unida e muito coesa em torno dos seus objectivos, a qual tem sabido renovar os seus quadros sempre com os jovens em lugar de decisão. Esta é, igualmente, uma equipa com grande capacidade de trabalho.

Apostamos claramente nas pessoas e no seu bem-estar. O desenvolvimento económico e qualidade de vida são as razões fundamentais da nossa candidatura. Por Pechão, o desafio para nós não tem limites, pois está em causa a nossa terra.

Caros cidadãos, todos os contributos são cruciais porque as pessoas da nossa Freguesia são o património mais importante de Pechão.

Assim, a 11 de Outubro vamos todos ser chamados, uma vez mais, a decidir o nosso futuro. É um acto de cidadania e de grande importância para a nossa terra, por isso, apelamos à sua participação.

Já sabe que pode continuar a contar connosco. Comigo na Junta de Freguesia e com o Eng. Francisco Leal na Câmara Municipal para estarmos Sempre a seu lado!

Folheto informativo do candidato Custódio Moreno à Freguesia de Pechão, integrando a lista do Partido Socialista.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Amor de mãe


Envolto num silêncio de freiras, a progenitora foi inicialmente a primeira opção para liderar a lista do Bloco de Esquerda, nas próximas eleições autárquicas em Pechão. Completou um curso de elevado grau de exigência em “oratória política”, e foi submetida a exame em pleno hemiciclo, com excelente aproveitamento.
Surpreendentemente depois de vencer a timidez e dominar os princípios da eficácia política, quando nada o fazia prever, cedeu à filha o que levou meses a conquistar. Estranho? Não! Afinal ceder aos filhos, não é o que fazem todas as mães?

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Bloco Esquerda ganha vida em Pechão



Mónica Charneca, Leónia Norte, Helder Raminhos
Caro eleitor,

Em 2001, um grupo de cidadãos constatou que a força política dirigente da Junta de Freguesia não tinha uma oposição que fosse capaz de sair do “politicamente correcto”, nem de contestar com energia e em prol da população a prática absolutista cada vez mais acentuada do Executivo.

Surgiu por isso, em alternativa aos partidos existentes, a Lista de Independentes de Pechão (L.I.P.) cujos objectivos eram claros:

- Fazer propostas que melhorassem a qualidade de vida dos Pechanenses.
- Defender os interesses de toda a população, especialmente daquela que para o Executivo só é gente em tempo de eleições.
- Denunciar e combater actos considerados pouco claros e incorrectos praticados pelo Executivo da Junta de Freguesia.
Os objectivos da L.I.P. foram parcialmente conseguidos e sabemos que muito foi feito devido à pressão exercida e que muito foi evitado porque a acção fiscalizadora da L.I.P. a isso obrigou.
Este foi um ciclo que terminou e um novo ciclo vai começar!

Com o aparecimento do Bloco de Esquerda como força política organizada no Município de Olhão surgiu a oportunidade de unir forças, e aqueles cujos objectivos são em muito coincidentes com os do Bloco de Esquerda decidiram formar uma equipa mais jovem, mais irreverente e disposta a ser uma alternativa válida a uma Lista do Partido Socialista que não se renova, que não cumpre com os programas apresentados e cujo objectivo principal é manter-se no poder.
Os candidatos da Lista do Bloco de Esquerda à Assembleia de Freguesia de Pechão comprometem-se:

- A cumprir o programa eleitoral apresentado à população, garantindo a autonomia na defesa do mesmo.
- A exercer um mandato em luta pelo rigor e transparência em todos os âmbitos da vida autárquica.
- A defender intransigentemente o interesse público em todas as deliberações e no debate político em geral.
- A lutar pela propriedade pública da água e energia.
- A denunciar e combater todo o tipo de desigualdades, de discriminações, de injustiças, de clientelismo, a predação do território, e o favorecimento da especulação imobiliária.
Candidatamo-nos porque queremos um Pechão mais solidário, mais seguro, mais limpo, mais estruturado e porque queremos FAZER BEM E PARA TODOS!

Enviado por Alcindo Norte

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Maioria silenciosa



Desde que a Béinha se aposentou, fiquei como a formiga quando lhe destroem o carreiro. Baralhada. Falta-me o amparo da familiaridade, e o aconchego da intimidade. A Xana não me conhece, e a Vanda é de outra geração. Por uma questão de equidade opto por revezar-me entre elas.
Hoje de manhã “À da Vanda” por entre “novos” Pechanenses circunspectos, e estrangeiros acometidos de dislexia verbal, pairou um silêncio inabitual. Sedenta de coscuvilhice, numa tentativa de tornar o ambiente mas fraternal, accionei o ferrugento desbloquear de conversa. Em vão. Ignoraram-me. Nem uma palavra de circunstância, muito menos um esboço de um sorriso. São gente que vem dos grandes centros urbanos, onde ninguém está preocupado com o vizinho, muito menos, com uma velha simplória e conservadora, que ainda vive no tempo das trevas.
Como vou saber, porque a tia da cunhada da minha irmã faltou à missa no domingo? E a prima do meu genro estará melhor dos diabetes? Ouvi uns zum zuns que a neta da minha comadre zangou-se com o namorado. Será verdade? Que arrelia.
Apesar de estar na minha terra  rodeada de vizinhos, senti-me uma estrangeira perdida, e estranhamente só. A realidade é que o meu mundo vai morrendo, e eu com ele.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

C.O.Pechão: 60 anos - 24 Presidentes (16)


Custódio Moreno
“ O Expansionista”




É preciso estarmos mesmo apaixonados por aquilo que fazemos”  Custódio Moreno / Gazeta de Pechão Nº6 - 1992

Cara Arlapa

Realmente tive o privilégio de liderar um grande grupo de trabalho que muito se dedicou à vida associativa e como tal será justo repartir os louros pela equipa. Este dois anos não foram propriamente dois anos... Realmente foi o colher das sementes lançadas muitos anos antes, como animador, treinador, vogal, secretário, vice-presidente e presidente.


Apostámos muito na juventude. Uma direcção muito jovem com o Murta, Mariano, Jorge Vale, Marisa, Valter Estrela, Alan Pestana, Luís Correia, todos a rondar os 20 anos ou menos, eu próprio com 27 e só o João Cesário e o Germano tinham mais de trinta. Desculpe esta introdução, mas não é de agora que apostámos nos jovens em lugares de decisão, e esta é mais uma prova que os nossos jovens têm muita responsabilidade!


Apostámos muito na Formação. Organizámos os primeiros cursos no Clube para dirigentes associativos, fotografia, teatro, construção de fantoches... Vários grupos de jovens participaram em intercâmbios com Inglaterra, fomos a França e a Cabo Verde com a nossa equipa de futebol sénior... Iniciámos em 91 o actual Campo de trabalho internacional em tendas, entrámos para o RNAJ registo nacional de associações juvenis no IPJ e o clube passou a ter apoios financeiros para conservação da sede, aquisição de equipamentos, realização de actividades, formação... O organograma do COP na altura apresentava 6 Secções: futebol, ciclismo, atletismo, pesca desportiva, cultural (Pauliteiros, Teatro, Exposições, Rádio, Biblioteca aberta de segunda a sexta, o jornal a Gazeta de Pechão, serões culturais, noites de cinema...) aliás saía todos os meses uma folha informativa... uma secção de recreio com as célebres matinés, Bailes e as Festas Tradicionais de Pechão.


Lembro que as secções desportivas todas participavam em campeonatos nacionais a excepção do futebol mas essa, nesses dois anos, obteve as duas melhores classificações de sempre da nossa equipa de futebol de 11 sénior, um 4º e um 2º lugar, este quase deu a subida de divisão. Uma secção com o director Jorge Vale e os seccionistas, Carlos Humberto, Ângelo, Osvaldo e o treinador Vítor Espanha. Dos jogadores destaco o João Paulo de Brito.


Eu acumulava o cargo de Presidente com o de treinador de atletismo, eram treinos diários, assistia aos treinos de futebol, fazia uma perninha no teatro, e na parte cultural apoiamos o entusiasmo do Idalécio Soares na feitura da Gazeta, fazíamos rádio, na “RO rádio oriental” este projecto tinha o Mariano como grande mentor e tivemos connosco a São Branco hoje jornalista da nossa praça. Nós quase que dormia-mos no clube...


O Ciclismo, como sempre com o Alcindo à frente, sendo director o João Cesário, o treinador Carlos Vitorino e o Médico o Dr. Joaquim Elias uma equipa de luxo.


No Atletismo o director e treinador era eu já com o Murta e o Valter a ajudarem, o Vítor Norte na gestão, o nosso médico era o Dr. Rui Antão, a fisioterapeuta a malograda Maria José. Os atletas da altura eram a Cristina Norte e o Vítor Vitorino entre muitos penso que mais de 50! Nesta altura tínhamos equipas de pista feminina e masculina a disputar os campeonatos nacionais da 2ª e 3ª divisão.


A Pesca desportiva começou também nesta altura, pela mão do Carlos Sousa com o apoio do Porfírio e do Avelino e conseguiram rapidamente ganhar a simpatia dos sócios do COP.


Penso que o grande trunfo desta altura foi realmente, o dinamismo, o trabalho em equipa a autonomia das secções responsabilizando-as pela gestão directa do clube, por outro lado a enorme paixão que estes jovens depositaram em todas os projectos que implementaram, deixando uma grande margem de crédito à participação juvenil em futuras direcções.


A minha exposição já vai longa espero ter ajudado, mas falar do Clube Oriental de Pechão é sempre um prazer redobrado.


Um abraço Amigo
Custódio Moreno

Era um absurdo um testemunho desta riqueza perder-se no baú das memórias. Mais que um gosto, é um imperativo divulgado. Nostalgia para alguns, motivação para outros, e um enorme orgulho para todos.

Eu agradeço, os leitores agradecem, a sua disponibilidade e entusiasmo em colorir mais uma parcela  da vasta história do C. O. Pechão.

sábado, 12 de setembro de 2009

A propósito de rezas




No auge da minha juventude por necessidade, e curiosidade, comprei “O Verdadeiro Livro de Benzeduras” na Retrosaria Dias. Desde logo comecei a exercitar-me afincadamente. A minha coroa de glória, foi quando transformei em poedeira - mor uma galinha estéril, que já estava na ementa domingueira. A primeira experiência em humanos foi com o meu irmão mais novo fazia xixi na cama, apliquei-lhe a reza do ezagre, côbro e fogo. Nessa noite fez cocó.


Há muito tempo que não pratico, mas tenho umas luzes de como a esconjurar o fláto nervoso, do possanto e da icterícia, mas nada parecido com a famosa Tia Lucinda Brás, do Poço Longo, que nos anos 40 e 50, exorcizava todos os males do corpo e da alma, com orações, rezas e benzeduras.

Em virtude do médico estar de férias, a recuperar de uma mágoa embrulhada na garganta provocada por uma incontinência verbal de alguns doentes, e a enfermeira a recarregar energias, o posto médico encontra-se fechado (reabre dia 28). Pensando nos crentes, e aproveitando o apoio às pequenas e médias empresas, talvez não fosse má ideia abrir um consultório de rezas e benzeduras. Quem não vai achar graça são os benzedores residentes. É que só a ideia de vir a ter concorrência, e perder o monopólio do negócio, deixa qualquer um em transe.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Correspondência do Além


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Como se não bastasse as caixas de correio inundadas de publicidade, contas por pagar, e extractos bancários mais secos que a ribeira de Bela Mandil, agora, também correspondência vindo do Além. Foi o que aconteceu à minha vizinha do  lado do nascer do sol.

"Recebi à já alguns dias na minha caixa do correio uma carta para mim deveras insólita, sem remetente nem destinatário, envelope branquinho puro e casto que nem um vestido de uma virgem noiva.
Abri e comecei a ler um texto escrito à mão, sem vírgulas nem pontos finais, que me deixou completamente espantada com o conteúdo.
Embora com o devido respeito por ''alguém'' para mim perfeitamente desconhecido e que eventualmente levará isto muito a sério.
Quem é que, se dará a esta trabalheira? Pensei! E por breves momentos julguei que poderia ser um ''Novo acordo ortográfico” vindo do céu?
Soube entretanto que mais uma pessoa, moradora fora da localidade também recebeu".
Cumprimentos

 enviado por “Ovelha Negra”

domingo, 6 de setembro de 2009

Palradores



Em tempo de teleponto, palavras de circunstância, e discursos formatados, coisas que dispenso, e fujo a sete pés, deparo-me na Festa de Pechão com dois simpáticos apresentadores, donos de uma entoação perfeita, que ano após ano, vão-se afirmando como oradores residentes.


Na introdução à sua missão de fazer-nos querer que os artistas são melhores do aquilo que nós pensamos, tentam animar o público, pedindo uma salva de palmas para aquele senhor que é simpático, outra para outro que é amigo, e para aqueloutro que é porreiro. Os aplausos surgem: fracos, desordenados e forçados.

Curioso, é que quando o Osvaldo subiu ao palco com a voz embargada, e o coração apertado, desejando rápidas melhoras a três filhos da terra com graves problemas de saúde, e anunciou, o regresso dos Pauliteiros com uma lágrima a despertar, e as pernas a tremelicar, o encorajamento saído das entranhas, irrompeu pelo recinto em forma de aplausos - espontâneos, vigorosos, e genuínos. Ele foi a nossa voz, e o nosso sentir.
Tendo mais ou menos jeito, com ou sem calinadas, o microfone devia ser entregue a alguém da “casa”. Um rosto familiar, que fale a nossa linguagem. Quanto aos profissionais das palavras, falam bem mas não me alegram, e para o ano podem ir pregar para outra Freguesia.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

C.O.Pechão: 60 anos - 24 Presidentes (15)

Alcindo Norte
"O Altruísta”

Uma consistência moral notável. Apaixonado pelo Clube que defende até à exaustação, por vezes de forma mais acalorada. Frontal e vertical. Generoso, mas não é capaz de mentir por simpatia. Diz sempre o que pensa. Definiu uma maneira pessoal de fazer as coisas, não por teimosia mas por uma espécie de dever moral, de impor generosamente aos outros as verdades em que acredita. Tem sido um autêntico veículo de transmissão do sentimento Clubista aos mais novos, com tantos e bons resultados. A honestidade, o empenho e a paixão, com que se entrega ao Clube, colocam-no por direito próprio, em lugar de destaque na galeria dos notáveis.