A minha netinha diz-me que é o melhor “Rock da Ribeira” de sempre. (quem é a avó que não acredita nos netos?) Do alto da minha ignorância confesso que não conheço nenhuma banda. Mais uma vez, a voz do futuro explica-me que o meu tempo já passou.
Para quem nasceu antes do Rock, cresceu dançando agarradinha ao som da Orquestra Verde, e fez-se adulta bamboleando as ancas ao ritmo Elvis, não estranhem se avistarem na terça-feira à noite, uma velha batendo o pé ao ritmo de “Coffee Helps”, cantarolar em “ A minha grande culpa” ou abanar o capacete ao som de “Supermodel”.
Já tenho idade para ter juízo? Tenho. Não tenho a noção do ridículo? Tenho. Os velhos têm destas coisas, de repente abandonam o ramerrame diário e avançam contra a corrente.
Sei que vou ser alvo de mexericos e falatório, mas estou-me nas tintas. Ou como diz o Bibi: beijinhos mamã.
















