quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Aposta na continuidade


Custódio Moreno, Paulo Salero, Alexandra Duarte

Sempre a seu lado!

Os Pechanenses têm vindo a confiar em nós! Liderar a Junta de Freguesia é uma responsabilidade que muito nos orgulha e que, desde sempre, abraçamos com enorme paixão e um grande sentido de responsabilidade.

Pechão está hoje, como nunca, em franca expansão, num cenário de grande afirmação e sempre com os olhos postos no futuro.

Continuamos totalmente disponíveis de que é preciso continuar a trabalhar por esta Freguesia, sempre a seu lado!

Pretendemos continuar a obra, pois possuímos inúmeros projectos mas, principalmente, temos as soluções mais adequadas para continuar a promover o desenvolvimento sustentado da nossa terra.

Lidero uma equipa muito experiente, já com provas dadas, que se mantém unida e muito coesa em torno dos seus objectivos, a qual tem sabido renovar os seus quadros sempre com os jovens em lugar de decisão. Esta é, igualmente, uma equipa com grande capacidade de trabalho.

Apostamos claramente nas pessoas e no seu bem-estar. O desenvolvimento económico e qualidade de vida são as razões fundamentais da nossa candidatura. Por Pechão, o desafio para nós não tem limites, pois está em causa a nossa terra.

Caros cidadãos, todos os contributos são cruciais porque as pessoas da nossa Freguesia são o património mais importante de Pechão.

Assim, a 11 de Outubro vamos todos ser chamados, uma vez mais, a decidir o nosso futuro. É um acto de cidadania e de grande importância para a nossa terra, por isso, apelamos à sua participação.

Já sabe que pode continuar a contar connosco. Comigo na Junta de Freguesia e com o Eng. Francisco Leal na Câmara Municipal para estarmos Sempre a seu lado!

Folheto informativo do candidato Custódio Moreno à Freguesia de Pechão, integrando a lista do Partido Socialista.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Amor de mãe


Envolto num silêncio de freiras, a progenitora foi inicialmente a primeira opção para liderar a lista do Bloco de Esquerda, nas próximas eleições autárquicas em Pechão. Completou um curso de elevado grau de exigência em “oratória política”, e foi submetida a exame em pleno hemiciclo, com excelente aproveitamento.
Surpreendentemente depois de vencer a timidez e dominar os princípios da eficácia política, quando nada o fazia prever, cedeu à filha o que levou meses a conquistar. Estranho? Não! Afinal ceder aos filhos, não é o que fazem todas as mães?

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Bloco Esquerda ganha vida em Pechão



Mónica Charneca, Leónia Norte, Helder Raminhos
Caro eleitor,

Em 2001, um grupo de cidadãos constatou que a força política dirigente da Junta de Freguesia não tinha uma oposição que fosse capaz de sair do “politicamente correcto”, nem de contestar com energia e em prol da população a prática absolutista cada vez mais acentuada do Executivo.

Surgiu por isso, em alternativa aos partidos existentes, a Lista de Independentes de Pechão (L.I.P.) cujos objectivos eram claros:

- Fazer propostas que melhorassem a qualidade de vida dos Pechanenses.
- Defender os interesses de toda a população, especialmente daquela que para o Executivo só é gente em tempo de eleições.
- Denunciar e combater actos considerados pouco claros e incorrectos praticados pelo Executivo da Junta de Freguesia.
Os objectivos da L.I.P. foram parcialmente conseguidos e sabemos que muito foi feito devido à pressão exercida e que muito foi evitado porque a acção fiscalizadora da L.I.P. a isso obrigou.
Este foi um ciclo que terminou e um novo ciclo vai começar!

Com o aparecimento do Bloco de Esquerda como força política organizada no Município de Olhão surgiu a oportunidade de unir forças, e aqueles cujos objectivos são em muito coincidentes com os do Bloco de Esquerda decidiram formar uma equipa mais jovem, mais irreverente e disposta a ser uma alternativa válida a uma Lista do Partido Socialista que não se renova, que não cumpre com os programas apresentados e cujo objectivo principal é manter-se no poder.
Os candidatos da Lista do Bloco de Esquerda à Assembleia de Freguesia de Pechão comprometem-se:

- A cumprir o programa eleitoral apresentado à população, garantindo a autonomia na defesa do mesmo.
- A exercer um mandato em luta pelo rigor e transparência em todos os âmbitos da vida autárquica.
- A defender intransigentemente o interesse público em todas as deliberações e no debate político em geral.
- A lutar pela propriedade pública da água e energia.
- A denunciar e combater todo o tipo de desigualdades, de discriminações, de injustiças, de clientelismo, a predação do território, e o favorecimento da especulação imobiliária.
Candidatamo-nos porque queremos um Pechão mais solidário, mais seguro, mais limpo, mais estruturado e porque queremos FAZER BEM E PARA TODOS!

Enviado por Alcindo Norte

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Maioria silenciosa



Desde que a Béinha se aposentou, fiquei como a formiga quando lhe destroem o carreiro. Baralhada. Falta-me o amparo da familiaridade, e o aconchego da intimidade. A Xana não me conhece, e a Vanda é de outra geração. Por uma questão de equidade opto por revezar-me entre elas.
Hoje de manhã “À da Vanda” por entre “novos” Pechanenses circunspectos, e estrangeiros acometidos de dislexia verbal, pairou um silêncio inabitual. Sedenta de coscuvilhice, numa tentativa de tornar o ambiente mas fraternal, accionei o ferrugento desbloquear de conversa. Em vão. Ignoraram-me. Nem uma palavra de circunstância, muito menos um esboço de um sorriso. São gente que vem dos grandes centros urbanos, onde ninguém está preocupado com o vizinho, muito menos, com uma velha simplória e conservadora, que ainda vive no tempo das trevas.
Como vou saber, porque a tia da cunhada da minha irmã faltou à missa no domingo? E a prima do meu genro estará melhor dos diabetes? Ouvi uns zum zuns que a neta da minha comadre zangou-se com o namorado. Será verdade? Que arrelia.
Apesar de estar na minha terra  rodeada de vizinhos, senti-me uma estrangeira perdida, e estranhamente só. A realidade é que o meu mundo vai morrendo, e eu com ele.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

C.O.Pechão: 60 anos - 24 Presidentes (16)


Custódio Moreno
“ O Expansionista”




É preciso estarmos mesmo apaixonados por aquilo que fazemos”  Custódio Moreno / Gazeta de Pechão Nº6 - 1992

Cara Arlapa

Realmente tive o privilégio de liderar um grande grupo de trabalho que muito se dedicou à vida associativa e como tal será justo repartir os louros pela equipa. Este dois anos não foram propriamente dois anos... Realmente foi o colher das sementes lançadas muitos anos antes, como animador, treinador, vogal, secretário, vice-presidente e presidente.


Apostámos muito na juventude. Uma direcção muito jovem com o Murta, Mariano, Jorge Vale, Marisa, Valter Estrela, Alan Pestana, Luís Correia, todos a rondar os 20 anos ou menos, eu próprio com 27 e só o João Cesário e o Germano tinham mais de trinta. Desculpe esta introdução, mas não é de agora que apostámos nos jovens em lugares de decisão, e esta é mais uma prova que os nossos jovens têm muita responsabilidade!


Apostámos muito na Formação. Organizámos os primeiros cursos no Clube para dirigentes associativos, fotografia, teatro, construção de fantoches... Vários grupos de jovens participaram em intercâmbios com Inglaterra, fomos a França e a Cabo Verde com a nossa equipa de futebol sénior... Iniciámos em 91 o actual Campo de trabalho internacional em tendas, entrámos para o RNAJ registo nacional de associações juvenis no IPJ e o clube passou a ter apoios financeiros para conservação da sede, aquisição de equipamentos, realização de actividades, formação... O organograma do COP na altura apresentava 6 Secções: futebol, ciclismo, atletismo, pesca desportiva, cultural (Pauliteiros, Teatro, Exposições, Rádio, Biblioteca aberta de segunda a sexta, o jornal a Gazeta de Pechão, serões culturais, noites de cinema...) aliás saía todos os meses uma folha informativa... uma secção de recreio com as célebres matinés, Bailes e as Festas Tradicionais de Pechão.


Lembro que as secções desportivas todas participavam em campeonatos nacionais a excepção do futebol mas essa, nesses dois anos, obteve as duas melhores classificações de sempre da nossa equipa de futebol de 11 sénior, um 4º e um 2º lugar, este quase deu a subida de divisão. Uma secção com o director Jorge Vale e os seccionistas, Carlos Humberto, Ângelo, Osvaldo e o treinador Vítor Espanha. Dos jogadores destaco o João Paulo de Brito.


Eu acumulava o cargo de Presidente com o de treinador de atletismo, eram treinos diários, assistia aos treinos de futebol, fazia uma perninha no teatro, e na parte cultural apoiamos o entusiasmo do Idalécio Soares na feitura da Gazeta, fazíamos rádio, na “RO rádio oriental” este projecto tinha o Mariano como grande mentor e tivemos connosco a São Branco hoje jornalista da nossa praça. Nós quase que dormia-mos no clube...


O Ciclismo, como sempre com o Alcindo à frente, sendo director o João Cesário, o treinador Carlos Vitorino e o Médico o Dr. Joaquim Elias uma equipa de luxo.


No Atletismo o director e treinador era eu já com o Murta e o Valter a ajudarem, o Vítor Norte na gestão, o nosso médico era o Dr. Rui Antão, a fisioterapeuta a malograda Maria José. Os atletas da altura eram a Cristina Norte e o Vítor Vitorino entre muitos penso que mais de 50! Nesta altura tínhamos equipas de pista feminina e masculina a disputar os campeonatos nacionais da 2ª e 3ª divisão.


A Pesca desportiva começou também nesta altura, pela mão do Carlos Sousa com o apoio do Porfírio e do Avelino e conseguiram rapidamente ganhar a simpatia dos sócios do COP.


Penso que o grande trunfo desta altura foi realmente, o dinamismo, o trabalho em equipa a autonomia das secções responsabilizando-as pela gestão directa do clube, por outro lado a enorme paixão que estes jovens depositaram em todas os projectos que implementaram, deixando uma grande margem de crédito à participação juvenil em futuras direcções.


A minha exposição já vai longa espero ter ajudado, mas falar do Clube Oriental de Pechão é sempre um prazer redobrado.


Um abraço Amigo
Custódio Moreno

Era um absurdo um testemunho desta riqueza perder-se no baú das memórias. Mais que um gosto, é um imperativo divulgado. Nostalgia para alguns, motivação para outros, e um enorme orgulho para todos.

Eu agradeço, os leitores agradecem, a sua disponibilidade e entusiasmo em colorir mais uma parcela  da vasta história do C. O. Pechão.

sábado, 12 de setembro de 2009

A propósito de rezas




No auge da minha juventude por necessidade, e curiosidade, comprei “O Verdadeiro Livro de Benzeduras” na Retrosaria Dias. Desde logo comecei a exercitar-me afincadamente. A minha coroa de glória, foi quando transformei em poedeira - mor uma galinha estéril, que já estava na ementa domingueira. A primeira experiência em humanos foi com o meu irmão mais novo fazia xixi na cama, apliquei-lhe a reza do ezagre, côbro e fogo. Nessa noite fez cocó.


Há muito tempo que não pratico, mas tenho umas luzes de como a esconjurar o fláto nervoso, do possanto e da icterícia, mas nada parecido com a famosa Tia Lucinda Brás, do Poço Longo, que nos anos 40 e 50, exorcizava todos os males do corpo e da alma, com orações, rezas e benzeduras.

Em virtude do médico estar de férias, a recuperar de uma mágoa embrulhada na garganta provocada por uma incontinência verbal de alguns doentes, e a enfermeira a recarregar energias, o posto médico encontra-se fechado (reabre dia 28). Pensando nos crentes, e aproveitando o apoio às pequenas e médias empresas, talvez não fosse má ideia abrir um consultório de rezas e benzeduras. Quem não vai achar graça são os benzedores residentes. É que só a ideia de vir a ter concorrência, e perder o monopólio do negócio, deixa qualquer um em transe.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Correspondência do Além


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Como se não bastasse as caixas de correio inundadas de publicidade, contas por pagar, e extractos bancários mais secos que a ribeira de Bela Mandil, agora, também correspondência vindo do Além. Foi o que aconteceu à minha vizinha do  lado do nascer do sol.

"Recebi à já alguns dias na minha caixa do correio uma carta para mim deveras insólita, sem remetente nem destinatário, envelope branquinho puro e casto que nem um vestido de uma virgem noiva.
Abri e comecei a ler um texto escrito à mão, sem vírgulas nem pontos finais, que me deixou completamente espantada com o conteúdo.
Embora com o devido respeito por ''alguém'' para mim perfeitamente desconhecido e que eventualmente levará isto muito a sério.
Quem é que, se dará a esta trabalheira? Pensei! E por breves momentos julguei que poderia ser um ''Novo acordo ortográfico” vindo do céu?
Soube entretanto que mais uma pessoa, moradora fora da localidade também recebeu".
Cumprimentos

 enviado por “Ovelha Negra”

domingo, 6 de setembro de 2009

Palradores



Em tempo de teleponto, palavras de circunstância, e discursos formatados, coisas que dispenso, e fujo a sete pés, deparo-me na Festa de Pechão com dois simpáticos apresentadores, donos de uma entoação perfeita, que ano após ano, vão-se afirmando como oradores residentes.


Na introdução à sua missão de fazer-nos querer que os artistas são melhores do aquilo que nós pensamos, tentam animar o público, pedindo uma salva de palmas para aquele senhor que é simpático, outra para outro que é amigo, e para aqueloutro que é porreiro. Os aplausos surgem: fracos, desordenados e forçados.

Curioso, é que quando o Osvaldo subiu ao palco com a voz embargada, e o coração apertado, desejando rápidas melhoras a três filhos da terra com graves problemas de saúde, e anunciou, o regresso dos Pauliteiros com uma lágrima a despertar, e as pernas a tremelicar, o encorajamento saído das entranhas, irrompeu pelo recinto em forma de aplausos - espontâneos, vigorosos, e genuínos. Ele foi a nossa voz, e o nosso sentir.
Tendo mais ou menos jeito, com ou sem calinadas, o microfone devia ser entregue a alguém da “casa”. Um rosto familiar, que fale a nossa linguagem. Quanto aos profissionais das palavras, falam bem mas não me alegram, e para o ano podem ir pregar para outra Freguesia.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

C.O.Pechão: 60 anos - 24 Presidentes (15)

Alcindo Norte
"O Altruísta”

Uma consistência moral notável. Apaixonado pelo Clube que defende até à exaustação, por vezes de forma mais acalorada. Frontal e vertical. Generoso, mas não é capaz de mentir por simpatia. Diz sempre o que pensa. Definiu uma maneira pessoal de fazer as coisas, não por teimosia mas por uma espécie de dever moral, de impor generosamente aos outros as verdades em que acredita. Tem sido um autêntico veículo de transmissão do sentimento Clubista aos mais novos, com tantos e bons resultados. A honestidade, o empenho e a paixão, com que se entrega ao Clube, colocam-no por direito próprio, em lugar de destaque na galeria dos notáveis.

domingo, 30 de agosto de 2009

Concurso literário Francisco Guerreiro


REGULAMENTO DO CONCURSO LITERÁRIO DE PROSA E POESIA
FRANCISCO GUERREIRO

A Junta de Freguesia de Pechão promove o Concurso Literário Francisco Guerreiro no âmbito das Comemorações do Dia da Freguesia, 24 de Agosto.
Artigo 1º
Objectivos
São objectivos do Concurso Literário Francisco Guerreiro:
a) Homenagear o escritor e poeta Francisco Guerreiro;
b) Fomentar e consolidar hábitos de escrita e de leitura;
c) Promover a criatividade e a imaginação;
d) Divulgar novos autores.
Artigo 2.º
Destinatários
Este concurso destina-se a todos os interessados que apresentem a capacidade de desenvolver o acto da escrita.
Artigo 3.º
Apresentação de trabalhos
São admitidas a concurso as produções escritas em Língua Portuguesa nas modalidades: Poesia e Prosa.
O poema não deverá exceder 2 páginas A4 com espaço e meio entre linhas, com tipo de letra Arial, tamanho 11.
O trabalho em prosa não deverá exceder as 5 páginas A4 com espaço e meio entre linhas, com tipo de letra Arial, tamanho 11.
Cada concorrente pode entregar no máximo dois trabalhos por modalidade.
Os trabalhos devem ser assinados com pseudónimo e entregues em envelope fechado e lacrado, em cujo rosto se deve escrever Concurso Literário Francisco Guerreiro.
Junto ao trabalho deve ser entregue a identificação do concorrente em envelope fechado e lacrado e identificado com pseudónimo, onde devem constar os seguintes elementos: identificação completa do(a) autor(a); morada completa; idade e contacto telefónico ou outros elementos que considerar importantes.
Todos os trabalhos deverão indicar no topo da página a modalidade a que concorrem.
Cada envelope deve corresponder a uma só candidatura.
Os trabalhos deverão ser entregues em mão ou enviados por correio (sem identificação do remetente), a partir do dia 24 de Agosto até ao dia 24 de Outubro de 2009 para:

Junta de Freguesia de Pechão
Rua Francisco Guerreiro Nº27, Pechão
8700-178 Olhão
Telefone: 289710640/7
Fax: 289710649
Artigo 4.º
Júri
O júri é nomeado pela Junta de Freguesia e será composto por cinco elementos: um representante da Junta de Freguesia e quatro convidados.
É da competência do júri decidir a metodologia a seguir para avaliação dos trabalhos, respeitando os seguintes critérios de apreciação: criatividade e inovação; qualidade literária; organização; coerência e coesão do texto.
Artigo 5.º
Divulgação dos resultados
Os resultados serão divulgados através de editais afixados na Junta de Freguesia, site www.jf-pechao.pt e comunicado pessoalmente através de carta aos interessados.
Artigo 6.º
Prémios
Os trabalhos são classificados e premiados da seguinte forma:
a) Poesia
Vencedor – Prémio Francisco Guerreiro - 300€
1ª Menção Honrosa - 100€
2ª Menção Honrosa - 100€
b) Prosa
Vencedor – Prémio Francisco Guerreiro - 300€
1ª Menção Honrosa - 100€
2ª Menção Honrosa - 100€
A todos os concorrentes serão entregues diplomas de participação.
Os prémios serão entregues em data, local e hora a definir e a divulgar pela Junta de Freguesia.
Artigo 7.º
Aceitação das condições
Os concorrentes ao entregarem os trabalhos aderem às condições presentes neste regulamento.
Os trabalhos entregues em candidatura ficam na posse da Junta de Freguesia e são passíveis de exposição ou eventual publicação.
Só podem ser submetidos a concurso trabalhos inéditos, pelo que qualquer indício de plágio será punível com a desqualificação do texto.
Todos os casos omissos neste regulamento serão apreciados e ponderados pela Junta de Freguesia em articulação com o respectivo júri.

Enviado por Custódio Moreno

sábado, 29 de agosto de 2009

4 anos de vida

Foto - Pechanense

Em tempo de férias retemperadoras em parte incerta, daqui do meu humilde aposento em velocidade limitada, os meus parabéns pelos 4 anos do Pechanense, um blog que leio com gosto, pela inteligência e sentido crítico com que é redigido.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Nova vida

Nuno Miguel – Bandolim / Emeliano Silva – Acordeão /João Norte - Guitarra

Não só os Pauliteiros ganharam vida nova, como também o acordeão solitário e monocórdico levou uma injecção de ânimo. A verdade é que coexiste lindamente com a guitarra disciplinada, e o bandolim atrevido, num ritmo, que tem tanto de refrescante, como empolgante. Vestindo nova roupagem, a música marcada pela vivacidade e intensidade adquiriu uma auréola nunca vista, nem ouvida. Estes filhos da Terra, não são músicos de eleição, mas têm o dom - de com toda a simplicidade, fazer com que cada nota nos alegre o coração.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Tradições


Depois de lançar os olhos pelo cartaz da Festa, é óbvio que a Direcção preferiu não correr riscos em termos financeiros, optando por artistas de segunda linha, que garantem um bom espectáculo e uma clara contenção das despesas. O tempo não está para grandes investimentos, e as Câmaras Municipais em espectáculos de Verão encarregam-se de pôr diante dos nossos olhos artistas consagrados, de borla.

O Rancho Folclórico está bem e recomendo-se, mas grande novidade e o ponto alto da noite é sem dúvida os Pauliteiros. Hibernados durante oito anos, regressam numa versão mais madura. Louve-se o seu regresso, e a quem o estimulou. Porque são únicos, são nossos, e fazem parte de nós.

É pena termos perdido a “Dança dos Velhos” que emigrou, e radicou-se definitivamente em Quelfes. O “Combate dos Mouros” reservava-nos um final de Festa apoteótico, que ninguém queria perder. Infelizmente a passagem de testemunho falhou, e apagou-se o fogo que ardia no palco, e nos iluminava a alma.

Tenho uma perna que não me obedece, e teima em dificultar-me a vida. Vamos ver se Domingo se acalma, e dá-me tréguas para poder ir vibrar com os Pauliteiros. A rapaziada está cheia de moral e espero que digam uns versos à moda antiga:


Boa noite meus senhores
Passem todos muito bem
Viva a Festa de Pechão
E até para o ano que vem.

Viva a Festa de Pechão
Viva tudo em geral
Viva S. Bartolomeu
E o Clube Oriental

Foto enviada pelo Danilo - João Nágueta, acérrimo defensor e membro da dança dos velhos.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Festa de Pechão 2009




Domingo - Carlos Granito
Sábado - João Paulo Cavaco
Sexta - Feira - La Plante Mutante

sábado, 15 de agosto de 2009

Faz hoje 40 anos

… e foram três dias inesquecíveis para meio milhão de alminhas ensopadas até aos ossos. Até eu dormia no chão e apanhava aquela chuvada de bom gosto. Mas ainda não perdi a esperança. A máquina do tempo está pronta. Brevemente passará por Pechão, e a Junta de Freguesia seguramente irá fazer uma excursão ao passado. Com paragem no Woodstock de 1969. Quando abrirem as inscrições, espero que avisem com antecedência. Quero ser a primeira.
Mesmo que a Junta recuse a viagem alegando perigosidade do transporte e incógnita no regresso, temos sempre as excursões da Maria João. Embora sugestionados a comprar um colchão, é sempre uma boa alternativa. E o jeitão que vai dar.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

(1979 - 2009) - 30 Anos de Atletismo (Títulos)

João Norte - XI Corta - Mato do Algueirão (1990)

Títulos Nacionais Individuais:
Rui Costa
Filipe Lara Ramos
Mário Madeira
Ana Cabecinha
Sílvia Torres
Joana Matos
Neuza Estrela
Mónica Charneca
Cláudio Estrela
Florival Guela
Joana Matos - (7 medalhas em Campeonatos Nacionais)

Medalhados Nacionais:

João Norte
Daniel Guedes
Paulo Revez
Sandro Ambrioso
Vítor Simões
Cátia Guerreiro
Cristiana Baião
Patrícia Cabanita
Andreia Lopes
João Alves
Cláudio Rodrigues
Pedro Nascimento
José Márcio Lopes
Vera Palma Santos
Mara Daniel
Cláudia Silva
Cristiana Carvalho
Filipa Carmo
Patrícia Soares
João Lopes
Elisabete Alexandre

Ana Cabecinha

Internacionais:
Rui Costa – 1994 (Campeonato Mundo Juniores) – Lisboa
Filipa Lara Ramos – 1995 (Jornadas Europeias da Juventude – Inglaterra
Cláudio Estrela – 1999 (Campeonato do Mundo de Juvenis) – Polónia
Ana Cabecinha – 2001 (Campeonato do Mundo de Juvenis) – Hungria
Rui Correia – 2006 (Encontro Internacional Marcha) – Espanha
*1ª Internacionalização
Internacionais por outros países:
- Sonata Milusauskeite (Pela Lituânia no Mundial de Helsínquia 2005 e Europeu de Gotemburgo 2006)

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Crise não chega a Pechão





“No Hotel "DogSpa", uma casa de férias e relaxamento para cães de Pechão, em Olhão, a crise ainda não fez "check in" e poderá nem nunca fazer, pois a clientela é classe alta.

A directora da unidade de luxo para cães, Sandra Silva admite que este ano ainda "não sentiu muito a crise" e as razões para contornar a crise são sustentadas pela carteira de clientes ser vasta e pelo tipo de cliente se situar na "classe média-alta ou alta".

Nesta unidade hoteleira para cães uma diária ronda os 12 euros e inclui alimentação, desinfecção, música ambiente, passeios ao ar livre e aquecimento na "suite", se estiver frio.”
Observatório do Algarve


Plantado na encosta do Monte Escrivão, bafejado pela beleza da natureza, desfruta de condições ímpares para uma estadia principesca. Quartos ou suites, ar condicionado e room service. Pela manhã, e fim de tarde, ginástica. Corpos obesos transformam-se em manequins esculturais, músculos rígidos e tensos, em flexíveis e relaxados. O conceito do fast food é interdito, privilegiando cozidos e grelhados. Fruta em abundância, leite magro, e bolachas sem sal. Proibido fumar, e tolerância zero às bebidas alcoólicas. Lições de etiqueta para os rafeiros. Jovens esbeltas e bonitas, inspiradas nas Tailandesas, massajam extremosamente, ao som do chilrear dos passarinhos, do zumbido das abelhas do Mestre Costa, e da melodiosa sinfonia das ovelhas do António. Uma quietude saudável, num pequeno éden cravado no pulmão de Pechão. Gostava de ver o meu rafeiro no hotel a comer de faca e garfo. Expulso por indelicadeza. No mínimo.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

C.O.Pechão: 60 anos - 24 Presidentes (14)

Vladimiro Guerreiro
"O Pacificador"

"Solicitou a “Arlapa Maria” algumas informações relevantes da minha passagem pela direcção do COP na qualidade de presidente. Informações, informações, não tenho assim muito de especial ou relevante. No entanto posso contar-lhe uma “estória”, por sinal bastante desagradável, e que, se verificar nela algum interesse, pode-a publicar.

Poucos conhecem este episódio e, desses poucos, alguns até, possivelmente, já o esqueceram. Fui presidente do COP no ano de 1982, numa época difícil e ingrata, com muitos resquícios do período quente do pós 25 de Abril. A minha equipa, bastante heterogénea e muito jovem, procurou, e penso que conseguiu, apesar de tudo, criar uma nova dinâmica nos destinos do COP.

Desse mandato guardo boas e más recordações, mas sobretudo três casos que recordo como se tivessem acontecido ontem. Um, mais pessoal e bastante desagradável, envolvendo membros da direcção; outro bastante caricato e hilariante; finalmente o terceiro, com prejuízo para a colectividade, e que teve tanto de ingénuo como de perverso. É deste último que vos quero falar.
Nesse ano, a Festa de Pechão, foi organizada por uma equipa alargada e multi-facetada, com pessoal do COP e da Comissão de Festas da Paróquia de Pechão. Para além do Sr. Padre, faziam parte da comissão, a direcção do COP, representada pelo presidente e vice-presidente, e mais dois membros da igreja.

Como se devem lembrar (os menos jovens), as mesas e cadeiras eram alugadas. Pagava-se um tanto por cada unidade, ia-mos busca-las à sexta-feira e devolve-las na segunda. Nesse ano resolvemos inovar e investir no futuro. Contactamos o Sr. Manuel Estevão ( já falecido), acertamos o preço e adquirimos material novo, que estaria sempre disponível para a festa, nesse e nos anos seguintes.

A festa, propriamente dita, não correu muito bem. A escolha dos artistas revelou-se inadequada, as entradas insuficientes e até o tempo não ajudou, pelo que, contas feitas, sobrou meia dúzia de escudos.
Foi precisamente nas contas que surgiu a trapalhada. Reunimos a Comissão, o COP pagou isto e mais aquilo, a Igreja pagou aquele outro, falta pagar a fulano e há este dinheiro para repartir. Papéis em cima da mesa, contas à vista, tudo certo, compreendido e aceite pelas partes. Como se costuma dizer “certinho e direitinho!”
Mas também tudo feito na base da confiança e amizade entre as pessoas, não houve documentos, digamos que oficiais, passados e assinados.

Desse encontro de contas resultou que a Comissão Paroquial teria de acertar contas e pagar ao Sr. Manuel Estevão. Nós descansamos sobre o assunto, continuamos o trabalho no clube, mas passados alguns meses, fomos confrontados pelo fornecedor com a falta de pagamento. Explicamos a situação; as suas contas ficaram por conta da Igreja! Bem, de cá para lá e de lá para cá, o certo é que o tempo passava e o homem não via a cor do dinheiro. O assunto virou conversa pública, foi tema de Assembleia Geral do COP e até de homilia na Missa Dominical.
Afinal, de que lado estava a razão? Quem estava equivocado? As contas estavam ou não correctas?

O problema só foi solucionado passados alguns anos. Por iniciativa do Sr. Cesário Brás, na época Presidente da Direcção (ou da Assembleia Geral), houve uma reunião na sede do clube, onde participou ele e outros elementos da direcção, eu, o Sr. Padre e o Sr. Manuel Estevão.

Felizmente para mim e para o clube, já nessa altura tinha por hábito guardar papéis. Lá fui ao baú das velharias e, para que não subsistissem mais dúvidas, voltei a colocar sobre a mesa os rascunhos com as contas e a demonstração dos resultados. Todos viram e puderam confirmar o que, no que me dizia respeito, era óbvio e correcto. O Clube Oriental de Pechão nada devia, pelo contrário, à instituição é que lhe era devido um pedido de desculpas, coisa que, diga-se de passagem, ali mesmo foi feito!
Nunca percebi o porquê da situação nem o seu arrastamento no tempo. Se havia dúvidas porque não vieram ter connosco? Ainda hoje não encontro explicação..."
Vladimiro Guerreiro

E eu, agradecida pela colaboração, encantada pela narrativa, e honrada pela visita. Afinal, são pequenos episódios como este que fazem a história do Clube. Esquecer, é aniquilá-lo, recordar, é dar-lhe vida. Contados na primeira pessoa, ilumina-o.