quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Francisco Zambujal Caricaturas originais e não só...


No ano em que se completam 20 anos sobre o falecimento do mestre das caricaturas Francisco Zambujal, o Clube Oriental de Pechão apresenta uma exposição intitulada “Francisco Zambujal Caricaturas originais e não só".
Esta exposição, para a qual foi utilizado o espólio de obras do autor propriedade da sua família, irá ser inaugurada no próximo dia 30 de Janeiro pelas 16h00 na sede do Clube Oriental de Pechão.
Na inauguração irá marcar presença o irmão do autor, no caso, o escritor Mário Zambujal.Os interessados poderão visitar esta exposição às segundas, quartas e sextas-feiras das 21h00 às 23h00.

sábado, 23 de janeiro de 2010

trabalho & sofrimento

Encontrei a Carminha. Bastou um olhar e duas palavras de circunstância. Foi o suficiente para precoces lágrimas inundarem um rosto que não mente. Está lá tudo. O culto da labuta árdua sem regras. As sobrancelhas tisnadas do fumo de mil fornadas de pão, afloram a pele queimada, acasalada ao sol inflamado das salinas silenciosas.Num tempo ensombrado. Os sinais de tristeza são facilmente decifráveis, e os cabelos esbranquiçados não disfarçam as marcas da saudade. O tamanho do coração vê-se nos olhos inocentes, escondidos em pálpebras pregueadas. Vazios de luz, e de esperança.
23/03/2008

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Artistas




Em transito por Olhão, não consegui ficar indiferente a este graffiti. Nada comparado com os gatafunhos no recanto espiritual do Pechanense, nem com os borrões que os “artistas” de Pechão fizeram na parede da Maria Lucinda.

Não sei se o cognome “Índios”, para designar este bairro social, advém da capacidade de resistência e bravura dos seus moradores, ou, uma analogia metafórica entre a reserva indígena, e um gueto.

A verdade é que convêm não interromper o grande chefe Touro Sentado, em plena regressão duma viagem xamânica, ou importunar o sofrimento da Matriarca a redimir-se pelos quinhentos anos de exploração. Fico com a dúvida, da expressão da Indiazinha: sorri, chora, ou simplesmente faz uma careta?

Espero que os autores da imundície na parede da Maria Lucinda aprendem alguma coisa com estes artistas urbanos. Quando quiserem praticar, posso facultar-lhes as paredes do meu galinheiro. Eu não me importo, e as galinhas vão adorar.

Ahow irmãos!

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

O boato


Tem a certeza? Respondi eu. Depois da minha vizinha, meio tristonha meio desiludida, ter desabafado comigo o provável encerramento da Farmácia de Pechão. Mas depois de ler isto, e isto, fiquei com a pulga atrás da orelha.

Habituados a sermos tratados com afabilidade, e ter medicamentos a um passo do Centro de Saúde, nem quero pensar na apoquentação de voltar a Olhão. Serão dias de canseiras e arrelias, especialmente para os mais desgastados. Temo pela minha resistência, e falta de paciência. Prevejo assim, voltar a recorrer a uma modalidade que muito me agrada. Os “mandados”.

Espero que o desabafo fique abafado, e não passe disso mesmo. A ser verdade, será um passo atrás na qualidade de vida dos Pechanenses, e muitos à frente na procura da farmácia mais próxima.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Atletismo em alta


A Secção de Atletismo do C.O. de Pechão, continua com uma boa dinâmica de participação em várias competições no último mês, já referimos anteriormente o XXX Corta-Mato do Algueirão (5 de Dezembro), o Troféu de Marcha Atlética Assoc. Desportiva Buenavista em Getafe (arredores de Madrid) e o Cross Popular del Pavo (Perú) em Ayamonte no dia 13 de Dezembro, assim passamos e enumerar as outras participações no último mês:
No dia 8, participamos na 1ª prova de Pista na Época, no Memorial Manuel Correia na Pista Municipal de Quarteira.
Participamos com 16 atletas nos escalões de Formação (de Benjamins a Juvenis), destaque para s vitórias de Andreia Pimenta (Benjamins); André Eugénio (Infantis) e Ouisal Khanfoudi (Iniciadas), obtende um 5º lugar por equipas.

No dia 19, foi a vez de estarmos presentes na corrida de São Silvestre de Santa Luzia (Tavira), com uma participação de 24 atletas obtivemos a 2ª posição colectiva, destaque para alguns bons resultados individuais: Andreia Pimenta (2ªBenjamins); Bernardo Guita (1º Benjamins); André Eugénio (1º Infantis); Ouisal Khanfoudi e Edna Barros (2ª e 3ª Iniciadas); Fábio Dias (4º Iniciados); Cláudio Rodrigues (5º Sénior) e vitória para Ana Cabecinha (Seniores).

Na época das corridas de São Silvestres, participamos no dia 26 na cidade de Lagoa com 27 atletas, obtendo mais um 2º lugar colectivamente, individualmente obtivemos 2 vitórias, Bernardo Guita (Benjamins) e André Eugénio (Infantis), bem como mais alguns lugares do pódio, Camila Charneca (2ª Benjamins A); Beatriz Bartolomeu (2ª Benjamins B); Ouisal Khanfoudi (2ªIniciada); Ana Cabecinha ficou na 6ª posição sendo a 3ª Portuguesa.


 No dia 30 de Dezembro, para finalizar o ano em beleza, Ana Cabecinha participou nos Olivais (Lisboa) ficou na 3ª posição numa das mais participativas corridas de São Silvestres de Portugal, um excelente resultado para a nossa atleta.

Entramos no Ano participando no dia 9 de Janeiro no Grande Prémio dos Reis em Faro, uma das mais antigas provas de atletismo em Portugal, com uma participação de 36 atletas obtivemos excelentes performances, destaque para as vitórias de Bernardo Guita (Benjamins) e André Eugénio (Infantis) e ainda muitos lugares de destaque, tais como: Beatriz Bartolomeu e Andreia Pimenta (4ª e 5 Benjamins); Iúri Candeias (5º Infantis); Ouisal Khanfoudi e Edna Barros (2ª e 3ª Iniciadas); Fábio Dias (5º Iniciados); Tânia Chagas (5ª Juvenis) e para a 3ª posição de Ana Cabecinha (Seniores), colectivamente obtivemos mais uma excelente classificação, mais um 2º lugar entre 30 clubes participantes.

No dia 30 de Dezembro, para finalizar o ano em beleza, Ana Cabecinha participou nos Olivais (Lisboa) ficou na 3ª posição numa das mais participativas corridas de São Silvestres de Portugal, um excelente resultado para a nossa atleta.

Entramos no Ano participando no dia 9 de Janeiro no Grande Prémio dos Reis em Faro, uma das mais antigas provas de atletismo em Portugal, com uma participação de 36 atletas obtivemos excelentes performances, destaque para as vitórias de Bernardo Guita (Benjamins) e André Eugénio (Infantis) e ainda muitos lugares de destaque, tais como: Beatriz Bartolomeu e Andreia Pimenta (4ª e 5 Benjamins); Iúri Candeias (5º Infantis); Ouisal Khanfoudi e Edna Barros (2ª e 3ª Iniciadas); Fábio Dias (5º Iniciados); Tânia Chagas (5ª Juvenis) e para a 3ª posição de Ana Cabecinha (Seniores), colectivamente obtivemos mais uma excelente classificação, mais um 2º lugar entre 30 clubes participantes.


A nossa atleta Ana Cabecinha, a fim de poder preparar as próximas competições importantes que se avizinham, nomeadamente o Campeonato de Portugal de Marcha – Estrada que terá lugar em Olhão no próximo dia 21 de Fevereiro já está em Estágio de Altitude, de 10 a 29 de Janeiro vamos estar em Serra Nevada para podermos treinar conveniente para os próximos objectivos, para além do Campeonato Nacional, as próximas competições até Maio, o GP de Lugano – Suíça (14 de Março), o GP de Rio Maior (10 de Abril) e a Taça do Mundo de Marcha – Chihuahua – México (16 de Maio).

Secção de Atletismo do C.O.Pechão

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Cheias


Esta casa era um antigo Lagar de Azeite. Foi construído para aproveitar as potencialidades da ribeira, e afrontar as leis da natureza. Transformada em habitação, nos anos quarenta foi acolhida pela Maria Terezinha, e seu marido Zé Camião. Abatiam-se autênticos dilúvios sobre Pechão. Um tormento para esta humilde família. O caudal da ribeira era imenso, transbordando e alagando toda a zona circundante. Por precaução, algumas vezes dormiam na casa da avó do José Arlindo, a Tia Calé, outras, em aflição acordavam a meio da noite com a casa inundada, e o recheio afogado. As panelas e os tachos pendurados no tecto. Tudo o resto era arrastado pelas águas de forma irreversível.
Perante este cenário bíblico, que podia fazer a Maria Teresinha? Fé em Deus, e ajuda dos vizinhos de boa vontade.

sábado, 9 de janeiro de 2010

Não se passa nada


O Guitar Club, depois de bar com música ao vivo, reabriu dirigido especificamente para uma clientela predominantemente gay. Noutros lugares, pela novidade, esta notícia provavelmente desencadearia reacções, e comentários. Em Pechão, passou ao lado, sem caso, nem ênfase. Simplesmente não houve notícia. Editado - 15/07/2007

Ligo o rádio, e um fórum sobre a viabilidade, ou não, de um referendo sobre a adopção de crianças por casais homossexuais domina a manhã. As opiniões são muitas, e como as curvas. Umas para a direita, outras para a esquerda, e outras, curva e contracurva. Os jornais dão destaque. Na televisão, o Primeiro-ministro congratula-se com aprovação da proposta de lei que permite os casamentos de pessoas do mesmo sexo. Na oposição, uns contestam, outros apoiam, mas todos questionam a prioridade do tema, fase à situação de crise que vive o País. Em Pechão tal como a abertura, e o encerramento do bar gay, não há notícias nem falatório. “No pasa nada”.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

C.O.Pechão : 60 anos - 24 Presidentes (22)


Silvia Salero
"A Prestável"

Em sessenta anos de actividade do Clube, foi a única mulher a chegar a Presidenta. Oriunda de uma família com raízes profundas, e fortes ligações afectivas ao Clube. A sua relação com o clube tornou-se intensa, nascendo uma intimidade previsível e sólida. Sem receio de ser julgada. Não regateou esforços ante as adversidades, nem desanimou perante os obstáculos. Ligada umbilicalmente às Marchas Populares, é o terreno onde se sente mais confortável. Embrenha-se de alma e coração com o sucesso conhecido, e reconhecido.

sábado, 2 de janeiro de 2010

Manutenções


Chegou a Pechão usada e cansada. Fizeram-lhe uma cirurgia plástica e bordaram-lhe a grená as letras que lhe deram alma. Já calcorreou tantos quilómetros, que rivaliza com os percorridos por todos os seus passageiros. De vez em quanto recusa-se a prosseguir. Parece morta. Mas logo ressuscita, mais enérgica que nunca. Graças a mentes precavidas.Apesar do esfregar de mãos dos sucateiros e de certidões de óbito anunciadas,  mantêm-se a acarretar os atletas que nos aquecem o coração. Uma carrinha com história, e muitas estórias para contar. Ai se ela falasse!

Ao invés, o seu colega ao lado chegou novinho em folha. Apesar de fazer parte das nossas rotinas, muitas vezes é vítima de indiferença e muita crueldade, sem sabermos bem porquê. Desamparado, sem protecção, nem cuidados, dá nas vistas pelas piores razões. A continuar assim, ou mãos hábeis fazem-lhe um facelift, ou acaba no sitio onde transita o seu recheio. Na lixeira. Sem que antes, as tábuas que o revestem ardem na lareira de uma alma mais friorenta.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Até para o ano


E assim despeço-me de 2009, e de todos os Pechanenses, amigos, e visitantes. É pouca a clientela, mas aos resistentes, agradeço a generosidade e simpatia manifestada. Sem as vossas visitas e comentários, seria um profundo e longo bocejo.

Com mais ou menos jeito, tenho-me aguentando. Assim Deus me dê saúde, tempo, e discernimento para continuar. Apesar de o presente ser preocupante, e as perspectivas de futuro serem pouco animadoras, desejo um Ano Novo à medida dos vossos desejos. (se for à medida das necessidades já fico satisfeita).

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Tem dias assim


Lá fora. Chuva densa, fustigada por um vento desordenado, temperada com um frio penetrante, que trespassada a farpela e atinge a derme. Já vi dias piores. Medonhos mesmo. Mas tinha outra resistência, mais família, e mais que fazer do que preocupar-me com os humores da natureza. Este cenário deprime-me. Esforce-me por não ser uma velha piegas, nem demasiado melancólica, mas não há como evitar.

Sozinha entre quatro paredes, recorro aos meus bálsamos: o braseiro, e o xaile que herdei da minha mãe. Agasalha-me os ombros, e estimula-me a alma. Gosto de o cheirar e procurar resquícios amenos dos cheiros do passado. Na memória cabem muitos anos, e fragmentos de recordações atropelam-se. No Natal agudiza-se.

O bafo quente do braseiro estanca a minha tremedeira, e escancara-me os poros por onde entra uma enxurrada de nostalgia. Espalho o borralho, e uma manta sobre as pernas.Concentro-me na melodia cadenciada da chuva, e no estrepitar assimétrico da lenha a arder. Suave, íntima.É reconfortante viver situações destas – não demasiadas vezes, pois a alma não suportaria. Apenas de vez em quando.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

na rota de gente boa

Comedores de batata - Van Gogh

No Natal de 1918, surgiu em Pechão um desconhecido de poucas palavras. Dizia ser de Monte Gordo, ninguém soube quem era nem como tinha chegado. Debilitado, esfomeado, e mal enroupado, foi tratado, alimentado, e acarinhado pelos nossos avós. Recuperado, animado, e com manjar para a viagem, seguiu o seu rumo. Consta que quando chegou à sua terra, teceu rasgos elogios, à bondade e hospitalidade das gentes de Pechão.

Em Monte Gordo, o turismo era uma miragem, o rigor do Inverno, e o mar inacessível previam o pior. Para enfrentar o flagelo da fome, aos mais necessitados só restava a mendicidade por outras paragens. Foi assim, e sempre na época do Natal, que Pechão ficou incluído no seu roteiro. Aproveitando a matança do porco, e um pouco mais de abastança, chegavam “os pobrezinhos de Monte Gordo”, como lhes chamavam.

Cantavam para anunciar a sua chegada, comiam, bebiam, e dormiam nos palheiros do João Gaguinho, Manuel João Calé, e do Tanganho. No dia seguinte de madrugada cantavam uma canção de despedida, com os sacos atestados de víveres, e o coração de felicidade, seguiam viagem… e até para o ano.

sábado, 19 de dezembro de 2009

de lamber os dedos



Em tempo de gripes, constipações, resfriados, e afins, nada melhor que umas colheradas de mel com elevado grau de pureza. Proveniente de abelhas nascidas, residentes, e recenseadas em Pechão. Extraído com paixão por mãos sábias, que conhecem todas as técnicas de manejo, usando e preservando métodos ancestrais, que tão bons sabores têm dado. Afinal ainda existem coisas, antigas, sadias, e…doces.

03/03/2008

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

C.O.Pechão : 60 anos - 24 Presidentes (21)


Gualter Silva
"O Animoso"

Presidente aos vinte nove anos, com uma equipa em que o mais velho tinha trinta e três. A década de 90 foi marcada pela intensidade e disponibilidade com que a juventude se dedicou ao Clube. Tendo consciência da sua inexperiência, e o quanto podia ficar magoado, foi com uma grande dose de coragem e uma enorme confiança em si, e nos seus colegas (Emanuel Ferradeira, João Carlos Charneca, Dulce Charneca, Valter Anjos, Cirila Silva e Carlos Graça) que enfrentou um mandato marcado pela continuidade e regularidade. Frugal e honesto, foi a sua imagem de marca.